Sete hospitais, Ronda nos Bairros e concurso para 10 mil guardas municipais
Essas são algumas das propostas do candidato a governador Omar Aziz no plano de governo
Neuton Corrêa, da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 07/07/2026 às 08:54 | Atualizado em: 07/07/2026 às 08:54
Uma das principais propostas apresentadas pelo senador Omar Aziz (PSD) no lançamento do segundo eixo do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Amazonas foi a construção de sete hospitais regionais no interior do estado.
A ideia, segundo ele, é descentralizar a assistência médica e reduzir a dependência de Manaus.
A proposta integra o capítulo dedicado à saúde do documento e marca o início da apresentação das medidas que o pré-candidato pretende defender na campanha ao Governo do Amazonas.
Os novos hospitais, conforme Aziz, serão distribuídos pelas macrorregiões do estado e terão mais de 100 leitos, maternidades e atendimento especializado.
A proposta busca enfrentar um dos principais gargalos da saúde pública amazonense: a concentração de serviços de alta complexidade na capital.
“Nós vamos ter que construir sete hospitais nas macrorregiões, com mais de cem leitos, especialistas e maternidades todas equipadas”, afirmou.
Ao apresentar a proposta, Aziz fez duras ao atual modelo de atendimento, especialmente à dependência da telemedicina em municípios onde, segundo ele, faltam exames básicos e estrutura para dar continuidade ao tratamento.
Na avaliação do senador, o problema se agrava porque pacientes acabam encaminhados para o sistema de regulação (Sisreg), que classificou como “fila da morte”.
“Você consegue uma consulta por telemedicina, mas não consegue fazer o exame. Depois entra numa fila e morre sem atendimento”, afirmou.
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“É um governo sem autoridade, sabe dançar, mas não resolve”
Críticas à situação dos hospitais
O pré-candidato também disse ter recebido, na véspera do evento, profissionais da saúde que relataram a situação das unidades estaduais.
Segundo ele, hospitais construídos em gestões anteriores encontram-se deteriorados apesar do crescimento da arrecadação estadual nos últimos anos.
Aziz afirmou que o problema não seria falta de recursos, mas de gestão. Também criticou a transferência de responsabilidades para as prefeituras, que hoje, segundo ele, sustentam boa parte do funcionamento dos hospitais do interior.
Segurança pública
Na área da segurança, Aziz retomou uma das principais marcas de seu período como governador (2011-2014).
Ele prometeu recriar o programa Ronda nos Bairros, mas afirmou que a iniciativa voltará “dez vezes melhor” do que a implantada durante sua gestão.
“Nós vamos voltar com um programa dez vezes melhor do que o Ronda nos Bairros”.
Outra promessa foi a realização de um concurso para formar 10 mil guardas municipais em parceria com as prefeituras.
Pela proposta apresentada, os municípios ficariam responsáveis pelo pagamento dos servidores, enquanto o governo estadual financiaria treinamento, armamento e equipamentos.
Conforme o senador, as guardas municipais passarão a atuar no enfrentamento da criminalidade e na proteção das comunidades mais vulneráveis, inclusive em áreas do interior e terras indígenas afetadas pelo avanço do narcotráfico.
Dependência química e assistência social
O senador também apresentou propostas para assistência social, defendendo uma atuação integrada entre diversas secretarias.
Segundo ele, o combate à dependência química não pode se limitar ao tratamento médico, devendo envolver esporte, educação, cultura, capacitação profissional e apoio das igrejas.
Como exemplo, citou o programa Jovem Cidadão, implantado durante a gestão de Eduardo Braga (2003-2010), do qual foi vice, que reunia diferentes órgãos públicos em uma mesma política social.
Aziz afirmou ainda que investir na prevenção é economicamente mais eficiente do que ampliar o sistema prisional.
Segundo ele, o estado gasta cerca de R$ 10,5 mil por ano com um estudante, enquanto o custo anual de um preso chega a R$ 78 mil.
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Ataques ao governo
Ao longo do discurso, o candidato voltou a criticar o governo de Roberto Cidade, afirmando que o Amazonas vive um momento de perda de autoridade administrativa.
Sem citar diretamente o governador, Aziz repetiu a crítica que marcou o lançamento do plano.
“O que nós vimos nos últimos anos é um governo sem autoridade para enfrentar absolutamente nada. É um governo que sabe dançar, bater no peito, dizendo que resolve os problemas, mas não resolve absolutamente nada”, afirmou.
O lançamento do segundo eixo do plano estratégico reúne propostas para saúde, segurança pública e assistência social.
De acordo com o senador, o documento não foi elaborado como programa eleitoral, mas como um “projeto de Estado”, construído após visitas a dezenas de municípios e contribuições de prefeitos, vereadores, entidades e especialistas.
O primeiro eixo havia sido apresentado anteriormente e tratou do desenvolvimento econômico e fiscal do Amazonas.
Foto: BNC Amazonas
