Alberto Neto apresenta projeto para ‘blindar’ Zona Franca de Manaus

Medida obriga fornecedores a recolher parte de tributos, encarecendo a produção das indústrias instaladas em Manaus

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Publicado em: 03/07/2026 às 20:04 | Atualizado em: 03/07/2026 às 20:06

Em mais uma ação em defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM), o deputado federal Alberto Neto (PL-AM) apresentou o projeto de lei complementar 192/2026 para impedir que interpretações da Receita Federal aumentem os custos da indústria, prejudiquem a competitividade do polo industrial de Manaus e coloquem empregos em risco.

O projeto é uma resposta à Nota Cosit 141/2026, da Receita Federal, que passou a interpretar que empresas que vendem produtos e insumos para a zona franca não teriam mais direito, de forma integral, à alíquota zero de PIS/Pasep e Cofins prevista em lei. Na prática, isso obriga os fornecedores a recolher parte desses tributos, encarecendo a produção das indústrias instaladas em Manaus.

“O que a Receita Federal fez foi um ataque silencioso contra a Zona Franca de Manaus. Não vamos aceitar que interpretações burocráticas desmontem um modelo protegido pela Constituição, responsável por gerar milhares de empregos, preservar a floresta e sustentar a economia do Amazonas. Nosso projeto deixa claro que a vontade do Congresso deve prevalecer sobre qualquer interpretação arrecadatória”, afirmou o deputado.

Segundo o parlamentar, o projeto não cria novos incentivos fiscais nem amplia benefícios. A proposta apenas deixa claro que a exceção prevista na lei complementar 224/2025 também se aplica às operações destinadas às empresas da Zona Franca de Manaus e das Áreas de Livre Comércio, evitando novas interpretações que prejudiquem o modelo.

Na justificativa do projeto, Alberto Neto destaca que o benefício fiscal da zona franca existe para garantir a competitividade do polo industrial de Manaus, reduzir os custos da produção, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento da Amazônia. Segundo ele, permitir que decisões administrativas mudem esse entendimento cria insegurança jurídica e ameaça um modelo protegido pela Constituição.

ZFM até 2073

O projeto 192/2026 reforça a proteção da Zona Franca de Manaus até 2073, garante mais segurança jurídica para investidores e busca impedir que interpretações fiscalistas enfraqueçam um dos principais instrumentos de desenvolvimento econômico, social e ambiental da Amazônia.

“Não vamos admitir que decisões de gabinete coloquem em risco milhares de empregos e toda a economia do Amazonas. A Zona Franca não é um favor do governo; é uma garantia constitucional. Sempre que tentarem enfraquecê-la, estaremos prontos para reagir e defender os interesses do nosso estado”.

Foto: divulgação