MP denuncia Caiado por usar 51 policiais militares na escolta particular

Ação aponta improbidade administrativa e pede suspensão da estrutura de segurança

Caiado ganha força no PSD após desistência de Ratinho Jr. da disputa presidencial

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 29/06/2026 às 12:11 | Atualizado em: 29/06/2026 às 12:11

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) ajuizou ação de improbidade administrativa contra o pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) pelo uso de 51 policiais militares em sua segurança e na de familiares. A ação também inclui a ex-primeira-dama Gracinha Caiado e o chefe da Casa Militar, coronel Marco Aurélio Godinho. Segundo o órgão, houve enriquecimento ilícito e dano ao erário.

De acordo com o MP, a escolta custa R$ 797,5 mil por mês apenas em salários.

Para a promotora Leila Maria de Oliveira, a portaria que autorizou a estrutura “ampliou indevidamente o rol de beneficiários da proteção estatal e possibilitou o emprego de recursos públicos para finalidades estranhas ao interesse público”.

A ação também afirma que a medida coincidiu com um “período de intensa atividade de campanha político-eleitoral dos beneficiários”.

O MP sustenta que a portaria, editada após Caiado deixar o governo, extrapolou a Constituição Estadual ao ampliar a proteção para familiares e autorizar uma equipe superior ao limite de quatro policiais previsto para ex-governadores.

O órgão pede à Justiça a suspensão da portaria, a redução da equipe para quatro policiais, o fim da proteção aos familiares e o ressarcimento dos danos ao erário, estimados em R$ 1.290.856,55.

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Foto: José Cruz/Agência Brasi