PF faz operação contra banco de Edir Macedo e bloqueia até R$ 670 milhões

Investigação aponta manipulação de balanços, geração artificial de receitas e supostas irregularidades em operações financeiras pelo Banco Digimais

PF faz operação contra banco de Edir Macedo, e bloqueia até R$ 670 milhões

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 23/06/2026 às 06:24 | Atualizado em: 23/06/2026 às 06:28

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a operação Miragem para desarticular um esquema fraudulento envolvendo crimes contra o Sistema Financeiro Nacional no âmbito da gestão do Banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

Mais de 50 agentes federais cumpriram nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. Proprietário do banco, Edir Macedo está entre os investigados pela operação.

Por determinação judicial, também foram autorizados o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos, além do sequestro e bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 670,3 milhões.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações tiveram como base relatórios elaborados pelo Banco Central do Brasil, que identificaram graves irregularidades na condução dos negócios pelos administradores da instituição financeira.

As apurações indicam que o grupo teria promovido a manipulação sistemática de balanços e resultados contábeis para ocultar a real situação econômico-financeira do banco e transmitir uma aparência de solvência perante os órgãos de fiscalização.

Segundo os investigadores, a prática teria possibilitado a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas na casa de centenas de milhões de reais.

A PF também apura operações financeiras consideradas suspeitas em benefício da empresa controladora do Banco Digimais, além da possível falsificação e manipulação de informações inseridas em sistemas oficiais de registro do órgão regulador.

Até o momento, o Banco Digimais não se pronunciou sobre a operação. A defesa dos investigados também não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.

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Foto: reprodução/rede social