Queda de receita não afeta serviços no Amazonas, diz governador

Em balanço de 70 dias, Cidade garantiu a manutenção de áreas essenciais após o estado perder R$ 695 milhões em arrecadação.

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 22/06/2026 às 14:03 | Atualizado em: 22/06/2026 às 14:05

Durante entrevista à rádio Difusora nesta segunda-feira (22/06), o governador do Amazonas, Roberto Cidade, assegurou que os serviços públicos estaduais não sofreram interrupções, apesar da queda de R$ 695 milhões na arrecadação tributária no primeiro semestre.

A redução, impulsionada pela desvalorização do dólar, exigiu organização financeira e corte de despesas nos primeiros 70 dias da atual gestão do governo.

Como reflexo da continuidade das operações, o governador destacou a implantação do programa Segurança Presente.

A medida ampliou o policiamento ostensivo em Manaus e nos 61 municípios do interior, conforme ele.

Na saúde, os repasses estaduais superaram R$ 100 milhões para regularizar passivos com médicos e terceirizados. Além disso, há previsão para a entrega iminente das reformas de oito unidades de pronto-atendimento (SPA), do hospital dia do 28 de Agosto e da Fundação Cecon (Fcecon).

Para a área da educação, um pronunciamento oficial está programado para esta terça-feira (23), no qual devem ser anunciados novos investimentos em infraestrutura e definido o cronograma da data-base dos servidores estaduais.

Alinhamento federal e prevenção ambiental

Questionado sobre a articulação em Brasília, o governador defendeu que os interesses regionais devem superar as divergências ideológicas.

Em tratativas com o presidente Lula da Silva, Cidade apontou as dificuldades logísticas locais e cobrou aportes do Sistema Único de Saúde (SUS) para custear as unidades de terapia intensiva (UTI) aéreas, que demandam mais de R$ 100 milhões anuais do cofre estadual, segundo ele, além de solicitar apoio reforçado no combate ao narcotráfico nas fronteiras.

Sobre o iminente isolamento das calhas dos rios Purus, Juruá e Madeira devido à seca que pode afetar mais de 600 mil pessoas, Cidade justificou o recente decreto de emergência ambiental como um mecanismo de antecipação. A medida visa desburocratizar a captação de recursos federais e o envio de ajuda humanitária.

Cidade negou o uso do mecanismo para contratações sem licitação e informou a criação de um comitê para o repasse monitorado de alimentos e combustíveis.

Cidade e o vice-governador, Serafim Corrêa, assumiram o governo em maio deste ano, após a vacância dos cargos deixados por Wilson Lima e Tadeu de Souza.

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Foto: Alex Pazuello/Secom