Amazonas pode sofrer efeitos do El Niño até 2027, alerta governo

Previsão é que o fenômeno atinja o estado a partir de julho, repetindo 2023.

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Publicado em: 18/06/2026 às 11:09 | Atualizado em: 18/06/2026 às 11:11

O Amazonas entrou em estado de atenção para uma possível nova seca severa. O governo estadual alertou que o fenômeno El Niño pode se formar no segundo semestre deste ano e provocar impactos semelhantes aos registrados em 2023, quando rios atingiram níveis históricos de vazante.

A projeção foi apresentada durante reunião do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos, realizada na quarta-feira (17). Segundo a Defesa Civil, a probabilidade de formação do fenômeno supera 80%, com possibilidade de persistência até 2027.

O El Niño é provocado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Na Amazônia, o fenômeno costuma reduzir o volume de chuvas, elevar as temperaturas e prolongar os períodos de estiagem.

Durante o encontro, o governador Roberto Cidade afirmou que o estado já trabalha em ações preventivas para reduzir os impactos da seca nas áreas mais vulneráveis.

Preparação

O governo informou que pretende reunir prefeitos e coordenadores municipais de Defesa Civil, especialmente dos 19 municípios considerados mais suscetíveis aos efeitos da estiagem.

Desde abril, equipes estaduais realizam reuniões técnicas e ações de planejamento para enfrentar um possível período crítico. Em 11 de junho, o Amazonas decretou situação de emergência climática e ambiental por 180 dias em caráter preventivo.

A preocupação envolve principalmente a redução dos níveis dos rios. O cenário pode dificultar a navegação, comprometer o abastecimento de comunidades isoladas e afetar o transporte de passageiros, alimentos, combustíveis e medicamentos.

Queimadas

Além dos impactos nos rios, o governo também prevê aumento do risco de incêndios florestais.

A combinação entre estiagem prolongada, altas temperaturas e vegetação seca favorece a propagação do fogo. Para enfrentar o problema, o estado informou que ampliou as ações da operação Amazonas + Verde e reforçou a estrutura do Corpo de Bombeiros.

Segundo a corporação, 812 profissionais deverão atuar durante o período mais crítico da estiagem.

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Foto: Ronaldo Siqueira/Especial para o BNC Amazonas