Lula diz que ficou fora da ‘Marcha para Jesus’ para evitar uso político da fé

Mesmo sem a presença do presidente, discursos de governistas e oposicionistas transformaram o evento religioso em arena política em São Paulo

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 04/06/2026 às 14:20 | Atualizado em: 04/06/2026 às 14:20

A ausência do presidente Lula da Silva (PT) na 34ª Marcha para Jesus, realizada nesta quinta-feira (4 de junho), em São Paulo, não impediu que o evento se tornasse palco de disputas políticas entre representantes do governo e da oposição.

Lula justificou a decisão em um telefonema ao ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, que representou o governo federal na manifestação religiosa. Segundo o presidente, a escolha foi feita para evitar qualquer interpretação de uso eleitoral da fé.

“Eu não participo de nada da religião em época de eleição, porque eu não quero passar a ideia de que estou tentando ter proveito político de uma coisa sagrada”, afirmou.

Embates políticos

Apesar da orientação dos organizadores para evitar discursos político-partidários, o senador Flávio Bolsonaro (PL) utilizou o evento para criticar o governo federal. Durante sua fala, declarou que o “mundo do mal vai ser expulso do governo neste ano”.

A declaração provocou reação de Messias. Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro afirmou que a Marcha para Jesus “não é dia de comício” e acrescentou que “as pessoas vão julgar” manifestações políticas feitas durante o evento.

A Marcha também reuniu lideranças da direita, entre elas o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB).

Questionado sobre uma operação policial que atingiu aliados ligados à produção do filme Dark Horse, Tarcísio defendeu a autonomia das forças de segurança. Já Ricardo Nunes adotou um tom mais protocolar e evitou manifestações políticas explícitas durante sua participação no evento.

Saiba mais em O Globo.

Foto: reprodução