Indústria brasileira cresce 0,7% em abril e mantém alta
A produção industrial do Brasil avança pelo quarto mês consecutivo e acumula expansão de 4,4% no ano de 2026.
Publicado em: 03/06/2026 às 14:42 | Atualizado em: 03/06/2026 às 14:42
A produção industrial brasileira registrou um avanço de 0,7% em abril de 2026 na comparação com o mês anterior (na série com ajuste sazonal). Este é o quarto mês seguido de expansão do setor, acumulando uma alta de 4,4% apenas no primeiro quadrimestre deste ano. Os dados constam na Pesquisa Industrial Mensal (PIM), apresentada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar do ciclo recente de crescimento, o patamar atual da atividade fabril no país ainda se encontra 12,9% abaixo do seu recorde histórico, atingido em maio de 2011. Por outro lado, o indicador mostra uma recuperação consolidada no pós-pandemia, superando em 4,7% o nível de atividade registrado em fevereiro de 2020.
Desempenho por setores e categorias de consumo
Das 25 atividades econômicas mapeadas pelo IBGE, 14 fecharam o mês de abril no campo positivo. As maiores influências vieram dos seguintes segmentos:
Indústrias extrativas: Alta de 3,1%, puxada pelo incremento na extração de minério de ferro, petróleo bruto e gás natural.
Derivados do petróleo e biocombustíveis: Avanço de 3,1%, impulsionado pelo aumento na produção de óleo diesel e álcool etílico.
Outros destaques: Produtos de madeira (8,5%), produtos têxteis (4,1%), borracha e material plástico (3,1%) e máquinas e materiais elétricos (2,2%).
Em contrapartida, 11 segmentos recuaram no mês. A principal retração foi verificada no setor de produtos químicos (-3,9%), seguida por produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-6,0%), máquinas e equipamentos (-2,9%), metalurgia (-1,0%) e veículos automotores (-0,7%).
No recorte por grandes categorias econômicas, os bens intermediários lideraram o crescimento mensal com alta de 1,5%, acumulando também quatro meses de taxas positivas. Os bens de capital subiram discretamente 0,1%. Já os bens de consumo duráveis (-3,2%) e semi e não duráveis (-0,2%) interromperam um período de três meses de expansão e recuaram em abril.
Comparativo anual aponta crescimento de 2,7%
Quando comparada a abril de 2025, a produção industrial nacional avançou 2,7%, desacelerando em relação aos 4,4% medidos em março. No acumulado de janeiro a abril de 2026, o crescimento frente ao mesmo período do ano anterior ficou em 1,7%. A taxa acumulada nos últimos 12 meses registrou ganho de 0,7%.
O crescimento anualizado de 2,7% foi sustentado principalmente pelos setores de derivados de petróleo e biocombustíveis (13,3%), indústrias extrativas (10,6%) e produtos alimentícios (3,2% — impulsionado por açúcar, rações e carnes de aves e suínos). Borracha e material plástico (3,8%) e veículos automotores (1,4%) também ajudaram no indicador.
As perdas anuais mais expressivas ficaram concentradas em máquinas e equipamentos (-7,0%), outros equipamentos de transporte (-7,9%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-6,5%), produtos de metal (-4,5%) e produtos químicos (-4,5%).
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