Tarifaço é criticado por 84% dos brasileiros, que o ligam a Flávio Bolsonaro
Levantamento em redes sociais mostra desgaste do senador após tarifa dos EUA e pressão contra o Pix.
Publicado em: 03/06/2026 às 13:49 | Atualizado em: 03/06/2026 às 13:51
A reação dos brasileiros ao tarifaço proposto pelos Estados Unidos se voltou majoritariamente contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Levantamento do analista de redes Pedro Barciela mostra que 84% das menções sobre o tema nas redes sociais tiveram tom negativo e associaram a medida ao pré-candidato à Presidência.
A análise considerou mais de 535 mil publicações no X, Instagram, Facebook e TikTok. Desse total, 47% responsabilizam diretamente Flávio Bolsonaro ou o clã Bolsonaro pela crise envolvendo a proposta americana de taxação de produtos brasileiros.
O estudo aponta que a principal preocupação dos usuários gira em torno do Pix. Em 24% das publicações, o sistema de pagamentos aparece como patrimônio nacional e símbolo de soberania econômica.
Expressões como “O Pix é nosso” e “O Pix é do Brasil” dominaram parte relevante da conversa digital. Outros 13% destacaram que a ferramenta reduziu custos para consumidores e pequenos negócios ao competir com cartões e meios privados de pagamento.
A viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos também ganhou destaque. Cerca de 22% das publicações relacionaram o encontro do senador com Donald Trump ao anúncio da tarifa de 25% e às críticas americanas ao Pix.
O apelido “Tariflávio” se consolidou como uma das principais marcas do debate. Para parte dos usuários, o parlamentar teria contribuído para ampliar o desgaste diplomático entre Brasil e Estados Unidos.
Outro grupo, equivalente a 17% das menções, acusou o clã Bolsonaro de agir contra interesses nacionais. As publicações usaram termos como “traidores da pátria” e associaram o episódio à soberania brasileira e à influência estrangeira.
As manifestações favoráveis à taxação representaram apenas 11% do total. Nesse grupo, usuários atribuem a responsabilidade ao governo Lula, ao Supremo Tribunal Federal (STF) ou defendem que Flávio Bolsonaro poderia atuar para reverter as medidas.
O levantamento também mostra vantagem expressiva do campo antibolsonarista na discussão. Esse grupo respondeu por 52% das interações, enquanto perfis ligados à oposição representaram 14%. Já conteúdos jornalísticos somaram 30% das menções analisadas.
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Foto: Beto Barata/Agência Senado
