Amazônia: município mais indígena do país tem também pior qualidade de vida

Na tríplice fronteira com Guiana e Venezuela, moradores de Uiramutã sofrem sem atenção do Governo de Roraima

Publicado em: 30/05/2026 às 19:14 | Atualizado em: 30/05/2026 às 19:14

Apontado pelo Índice de Progresso Social (IPS) como o município com a pior qualidade de vida do Brasil pelo terceiro ano consecutivo, Uiramutã, no extremo Norte de Roraima, convive com desafios históricos de infraestrutura, acesso a serviços básicos e isolamento geográfico.

Localizada na fronteira com a Venezuela e a Guiana, a cidade enfrenta estradas precárias, dificuldades no abastecimento de água e limitações no acesso à saúde e ao saneamento.

O cenário se agrava durante o período chuvoso, quando comunidades inteiras podem ficar isoladas.

Apesar dos indicadores, moradores contestam a imagem negativa atribuída ao município. Eles destacam a segurança, a tranquilidade, a forte presença da cultura indígena e as belezas naturais da região, considerada uma das mais preservadas da Amazônia.

Com 96,6% da população formada por indígenas, Uiramutã reúne paisagens exuberantes, cachoeiras e áreas de grande valor ambiental, mas ainda enfrenta desafios estruturais que impactam diretamente a qualidade de vida e o desenvolvimento econômico da população.

Enquanto os índices apontam carências em áreas essenciais, quem vive na cidade defende que o maior desafio não é a falta de potencial, mas a ausência histórica de investimentos públicos.

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Foto: reprodução/Google Maps