Como Nikolas Ferreira e outros ajudaram criminosos com fake news do pix

Afirmação é da Receita Federal sobre a ajuda às fintechs

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 29/05/2026 às 15:04 | Atualizado em: 29/05/2026 às 15:04

A disseminação de fake news sobre uma suposta taxação e monitoramento do pix ajudou organizações criminosas a manter brechas usadas em esquemas de lavagem de dinheiro, afirmou nesta quinta-feira (28 de maio) o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.

Segundo ele, campanhas de desinformação contra medidas de fiscalização beneficiaram diretamente facções criminosas que utilizavam fintechs para ocultar movimentações financeiras.

“Nós fomos vítimas da maior onda de fake news da história da Receita. Mentiras dizendo que a Receita iria monitorar ou tributar o Pix. Nós vimos quem era o interessado nisso: as organizações criminosas”, declarou.

Entre os nomes da oposição que repercutiram críticas às medidas da Receita envolvendo o Pix está o deputado federal Nikolas Ferreira (PL).

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Investigação aponta R$ 26 bilhões

A Operação Fluxo Oculto, realizada pela Receita Federal e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), identificou que seis fintechs movimentaram cerca de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025.

Segundo a investigação, os grupos utilizavam “contas-bolsões” e fundos de investimento para esconder os reais beneficiários dos recursos.

A operação cumpriu 59 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Receita reforça controle

Após a investigação, a Receita informou que ampliou mecanismos de controle sobre fundos de investimento e operações com criptoativos.

Barreirinhas afirmou que a integração entre órgãos de fiscalização é essencial para combater organizações criminosas no país.

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Foto: divulgação