Muras pedem investigação nos EUA e Canadá sobre potássio no Amazonas

Indígenas se juntam a entidades internacionais em queixas à SEC e à OSC para investigar a exploração do minério em Autazes

Justiça federal mandar expulsar invasores da terra indígena Mura

Aguinaldo Rodrigues, especial para o BNC Amazonas

Publicado em: 27/05/2026 às 08:55 | Atualizado em: 27/05/2026 às 09:00

O povo mura e diversas organizações internacionais entregaram pedidos formais para que as autoridades equivalentes à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) nos EUA e no Canadá investiguem as operações da Potássio do Brasil. 

As queixas deram entrada no início de maio e visam a SEC, no mercado norte-americano, e a OSC, no mercado canadense.

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Impacto nas comunidades locais

A exploração mineral tem fomentado uma disputa entre proprietários rurais e populações indígenas, com o empreendimento a expandir-se sobre áreas de um antigo assentamento desativado. 

Enquanto algumas famílias resistem a ceder os seus terrenos à empresa mineira, outras relatam arrepender-se de ter vendido as suas propriedades.

O projeto de extração obteve apoio político do governo Bolsonaro e, atualmente, mantém o aval da gestão do presidente Lula da Silva.

Defesa do projeto

Em resposta às acusações, a Potássio do Brasil afirmou que a sua atuação na região amazónica respeita integralmente a legislação. 

A empresa sustenta que as operações contam com as devidas licenças ambientais e com a realização de consultas formais aos indígenas.

Para uma leitura aprofundada de todos os detalhes do caso e dos documentos apresentados pelas entidades, leia conteúdo na íntegra na Folha de S.Paulo.

Foto: J.Rosha/Cimi Norte