Como foi negociata para governador jogar dinheiro da previdência no Master
PF aponta relação pessoal entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro como chave para liberar bilhões ao banco.
Publicado em: 26/05/2026 às 12:08 | Atualizado em: 26/05/2026 às 12:09
A investigação da Polícia Federal sobre aplicações do RioPrevidência no banco Master aponta que a relação pessoal entre o ex-governador Cláudio Castro e o banqueiro Daniel Vorcaro teria sido decisiva para liberar investimentos bilionários considerados irregulares.
A decisão judicial que derrubou o sigilo do caso afirma que os contatos entre os dois “ultrapassaram o mero contato institucional” e abriram caminho para quase R$ 3,7 bilhões em aportes ligados ao Banco Master.
Nesta terça-feira (26), agentes da PF cumpriram mandado de busca e apreensão no apartamento de Castro, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Segundo a investigação, recursos do fundo previdenciário dos servidores estaduais foram aplicados em letras financeiras e fundos ligados ao banco sem respaldo técnico adequado.
Os investigadores apontam alterações internas, ausência de análises de risco e uso de intermediários para ocultar supostas vantagens indevidas.
A PF também afirma que o ex-governador mantinha “vínculo pessoal estreito” com Vorcaro, incluindo encontros privados e viagens ao exterior pagas pelo banqueiro.
De acordo com a decisão, os aportes continuaram mesmo após alertas de órgãos de controle e pareceres contrários às operações.
A investigação apura possíveis crimes envolvendo a gestão dos recursos previdenciários do estado.
A defesa de Cláudio Castro afirma que todos os atos seguiram critérios técnicos e legais. O Banco Master nega irregularidades.
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Foto: Edu Andrade/Ascom/ME
