Povo boliviano toma ruas contra presidente aliado de Trump
Crise econômica leva milhares às ruas, provoca fechamento de bancos e gera escassez de alimentos, combustível e remédios no país
Publicado em: 22/05/2026 às 18:32 | Atualizado em: 22/05/2026 às 18:36
A Bolívia enfrenta uma escalada de crise política e social após protestos contra o governo do presidente Rodrigo Paz tomarem as ruas de La Paz e terminarem em confronto com a polícia nesta semana. Paz é considerado centrista e aliado de Donald Trump.
Manifestantes foram dispersados com gás lacrimogêneo em meio a atos marcados por bloqueios, paralisações e cobranças por medidas contra a alta do custo de vida, escassez de combustível e crise econômica que atinge o país.
Os atos começaram no início de maio com greves de sindicatos e trabalhadores, mas cresceram e se transformaram em um movimento nacional contra a crise econômica e o aumento do custo de vida.
Os protestos exigem reajustes salariais, redução dos preços dos combustíveis e mudanças nas medidas de austeridade adotadas pelo governo. Alguns grupos também pedem a renúncia do presidente.
Os bloqueios de estradas já provocam falta de alimentos, combustível e suprimentos médicos em várias regiões do país. Caminhões ficaram parados nas rodovias e pacientes enfrentaram dificuldades para chegar a hospitais.
A crise também atingiu o sistema financeiro. Bancos fecharam temporariamente agências em La Paz por questões de segurança, enquanto clientes foram orientados a usar caixas eletrônicos e serviços online.
Apoiadores do ex-presidente Evo Morales também participam das mobilizações, o que aumenta a pressão política sobre o governo.
Segundo as autoridades bolivianas, cerca de 57 pessoas foram presas e ao menos três mortes já foram registradas durante os protestos.
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Foto: Reprodução/YouTube
