Acusado de degolar irmão em Autazes já está na rua após só 30 dias preso

Soltura de homem preso em flagrante pela morte do próprio irmão provoca indignação da família da vítima

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 15/05/2026 às 17:40 | Atualizado em: 15/05/2026 às 18:36

Familiares de Raimundo Ferreira denunciaram que João Ferreira, de 62 anos, acusado de matar o próprio irmão em Autazes, a 113 quilômetros de Manaus, foi solto neste dia 14 de maio.

Ele ficou preso exatos 30 dias, somente.

A soltura, certamente por ordem judicial, provocou forte repercussão no município e reacendeu o debate sobre a sensação de insegurança enfrentada por famílias envolvidas em crimes graves no interior do Amazonas.

João havia sido preso em flagrante sob suspeita de assassinar Raimundo Ferreira, de 54 anos, em um episódio que chocou moradores pela brutalidade e pelo vínculo familiar entre acusado e vítima.

João degolou o irmão em sua casa a golpes de terçado na madrugada do dia 14 de abril. O crime foi filmado por câmera de segurança em frente à casa de Raimundo.

Após passar 30 dias detido na delegacia local, o assassino foi libertado.

A soltura coincidiu com o período em que parentes e amigos de Raimundo organizavam a missa de um mês de sua morte, circunstância que tornou a decisão ainda mais dolorosa para os familiares.

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Crime abalou a cidade

Em municípios de pequeno porte, onde laços familiares e relações de vizinhança se entrelaçam, crimes dessa natureza costumam produzir repercussão duradoura.

O caso ganhou grande atenção em Autazes justamente por envolver um suposto fratricídio (assassinato de um irmão pelo outro), situação rara e de elevado impacto emocional.

Segundo relatos divulgados nas redes sociais e reproduzidos por moradores, a prisão em flagrante ocorreu logo após o crime, indicando que havia elementos suficientes para a atuação imediata da polícia.

A investigação prossegue para esclarecer as circunstâncias, a motivação e o contexto do homicídio.

Família teme convivência próxima

Parentes de Raimundo afirmam que receberam a notícia da soktura com indignação e preocupação.

Em manifestações dirigidas à comunidade, familiares disseram temer pela própria segurança, já que todos residem em uma cidade pequena, onde o convívio e os encontros são praticamente inevitáveis.

E afirmam que Raimundo era figura muito querida na cidade, morando na mesma casa desde a infância.

A principal reivindicação é que o sistema de Justiça adote medidas capazes de assegurar tranquilidade à família da vítima e garantir que testemunhas possam acompanhar o processo sem intimidação.

Em cidades como Autazes, onde todos se conhecem e os vínculos familiares são próximos, decisões judiciais têm impacto que ultrapassa o aspecto jurídico e alcança diretamente o cotidiano da comunidade.

Mais do que o desfecho criminal, o caso expõe a fragilidade da rede de proteção às famílias enlutadas, que frequentemente enfrentam o processo penal convivendo lado a lado com aqueles que acusam de cometer crimes graves.

A expectativa dos familiares de Raimundo é que João Ferreira seja levado a júri popular e responsabilizado pela morte do irmão.

Na foto postada em redes sociais, João comemora com os filhos a soltura.

Foto: divulgação