Alta do combustível reduz oferta de voos na aviação da Amazônia
A escalada dos ataques dos EUA ao Irã provocou disparada nos preços, gerando um impacto direto na região amazônica.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 11/05/2026 às 10:16 | Atualizado em: 11/05/2026 às 11:42
Com o aumento do querosene de aviação, as companhias revisam projeções e reduzem a oferta de voos, agravando as dificuldades históricas de mobilidade no interior do país.
Redução da conectividade
Dados da Anac apontam uma queda de 3,3% no número de voos projetados em todo o país.
Na Amazônia, o corte de frequências atinge rotas onde o transporte aéreo é, muitas vezes, a única alternativa viável de deslocamento.
Inviabilidade financeira
A Abear destaca que as rotas regionais são as primeiras a sofrer com a alta dos custos, pois o baixo fluxo de passageiros impede o repasse integral da alta do combustível para o valor das passagens sem afastar a demanda.
Isolamento logístico
A redução da malha aérea amplia o custo do transporte de insumos básicos e medicamentos, além de dificultar o acesso a serviços essenciais para populações que dependem da aviação para vencer as distâncias geográficas.
Prejuízos operacionais
A Latam já estima perdas de US$ 40 milhões devido à crise.
O setor trabalha agora com uma projeção de preço do petróleo elevada, o que força a retração da malha doméstica para garantir a sobrevivência do caixa.
Dependência de preços
Apesar de o Brasil possuir produção nacional de combustível, o valor do insumo segue a paridade internacional.
Sem a estabilização dos preços, o cenário permanece crítico para a manutenção de voos em destinos periféricos.
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Foto: divulgação
