Empresas transportadoras apontam ganhos para Amazonas com BR-319

Setor avalia que reabertura da rodovia pode reduzir custos e acelerar chegada de produtos ao estado.

Publicado em: 07/05/2026 às 09:19 | Atualizado em: 07/05/2026 às 09:23

Mercadorias vindas do Sudeste podem chegar até uma semana mais rápido ao Amazonas caso a BR-319 volte a operar plenamente. A avaliação é do setor de transportes, que vê na rodovia uma alternativa para reduzir custos logísticos e acelerar o abastecimento do estado.

O presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Amazonas (Fetramaz), Irani Bertolini, afirmou que o impacto seria sentido diretamente no preço dos produtos.

“Ela vai melhorar o custo de vida, vai melhorar a logística, porque a gente chega mais rápido aqui. Entre oito e dez dias estará aqui a carga. Hoje é mais de 15 dias para chegar via Belém”, declarou.

Atualmente, boa parte das mercadorias destinadas a Manaus segue primeiro por estrada até Belém e depois enfrenta transporte fluvial até o Amazonas.

Segundo Bertolini, além da demora, o modelo atual aumenta despesas operacionais para empresas e indústrias.

“Hoje a gente sai de São Paulo, vem até Belém por estrada. Chegando lá, ainda espera uma balsa um ou dois dias para embarcar. Depois são cinco dias e meio a seis dias de água até Manaus”, explicou.

O presidente da Fetramaz também citou entraves burocráticos enfrentados no desembarque das cargas no estado.

“Aqui nós temos que fazer despacho da mercadoria na Sefaz, Suframa e Receita Federal para poder descarregar”, afirmou.

Apesar da defesa da rodovia, Bertolini avaliou que a BR-319 não transformaria Manaus em um polo logístico nacional. Para ele, o principal ganho estaria na eficiência operacional.

“Não vai ser um polo logístico, mas melhora a logística para Manaus e Boa Vista. O importante é que a gente vai ganhar muito em tempo e em capital de giro para as indústrias e o comércio”, disse.

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Foto: Bruno Leão/Secom