Investigação conclui: Benício morreu por ‘erro médico grosseiro’ em Manaus
Polícia aponta overdose de adrenalina e indicia equipe e diretores
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 05/05/2026 às 09:19 | Atualizado em: 05/05/2026 às 09:19
A Polícia Civil do Amazonas concluiu que a morte de Benício, de 6 anos, em novembro de 2025, em um hospital particular de Manaus, foi causada por um “erro médico grosseiro”. O menino morreu após receber uma overdose de adrenalina aplicada na veia, quando o correto seria por inalação.
Foram indiciados a médica responsável, uma técnica de enfermagem e dois diretores da unidade.
A médica Juliana Brasil foi indiciada por homicídio com dolo eventual, além de fraude processual e falsidade ideológica. Segundo a investigação, ela se apresentava como pediatra sem ter a especialização.
Para o delegado Marcelo Martins, há indícios de indiferença no atendimento: “uma prova muito forte de que ela estava totalmente indiferente em relação ao que aconteceria com Benício”.
A técnica de enfermagem Raiza Bentes também foi indiciada por homicídio com dolo eventual por aplicar a medicação na veia, contrariando o procedimento indicado.
Dois diretores do Hospital Santa Júlia foram indiciados por homicídio culposo devido a falhas estruturais, como equipe insuficiente e ausência de farmacêutico.
A família cobra punição. “Os responsáveis precisam ser punidos”, disse a mãe, Joyce Xavier de Carvalho.
O hospital informou que está à disposição das autoridades.
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Foto: reprodução/vídeo
