Influenciadora é presa com drogas ligadas a mortes de ator e ex-sinhazinha
Substâncias apreendidas incluem cetamina, associada aos casos de Matthew Perry e Djidja Cardoso
Da Redação do BNC Amzonas
Publicado em: 02/05/2026 às 09:14 | Atualizado em: 02/05/2026 às 09:14
Uma operação da Polícia Militar resultou na prisão da influenciadora digital Gabriela Gadelha, de 22 anos, e do namorado dela, identificado como Perrone, na noite de quinta-feira (30), em Manaus.
O casal é suspeito de tráfico de drogas e foi flagrado em um imóvel no bairro Dom Pedro, na zona centro-oeste da capital, que funcionaria como ponto de armazenamento e distribuição de entorpecentes.
Durante a ação, policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) encontraram diversas substâncias ilícitas, entre elas um frasco de cetamina — também conhecida como quetamina ou ketamina.
O anestésico dissociativo ganhou notoriedade recente por ter sido associado às mortes do ator Matthew Perry, em 2023, e da ex-sinhazinha do boi Garantido Djidja Cardoso, em 2024.
Segundo a polícia, além da cetamina, foram apreendidos um tablete e porções de haxixe, pílulas de ecstasy, porções de MD (possivelmente MDMA), além de equipamentos utilizados para o preparo e comercialização das drogas, como balanças de precisão e uma seladora a vácuo.
Também foram recolhidos celulares, uma máquina de cartão e dinheiro em espécie, incluindo uma nota falsa.
As investigações apontam que o grupo utilizava o imóvel como base para embalar e distribuir os entorpecentes. A ação policial foi motivada por denúncias anônimas de moradores da região, que relataram um forte odor característico de drogas vindo de uma quitinete.
Ao chegarem ao local, os agentes encontraram os suspeitos e as substâncias sobre uma mesa, prontas para o embalo.
A cetamina é um anestésico de uso médico e veterinário que atua alterando a percepção da realidade e do próprio corpo.
Apesar de sua aplicação clínica, a substância também é conhecida pelo uso recreativo, tendo se popularizado em festas e clubes desde a década de 1990, especialmente na Europa. No mercado ilegal, é frequentemente comercializada sob nomes como “special K”, “keta” ou “key”.
A Polícia Civil deve dar continuidade às investigações para identificar possíveis conexões do grupo com outras redes de tráfico. Até a última atualização desta reportagem, a defesa de Gabriela Gadelha e Perrone não havia sido localizada.
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Foto: divulgação
