Segurança animal na BR-319 volta à tona com morte de onça atropelada
A rodovia na Amazônia também entra na pauta do Congresso em projeto que aguarda aprovação.
Publicado em: 27/04/2026 às 13:55 | Atualizado em: 27/04/2026 às 14:00
A morte de uma onça-pintada atropelada na BR-262 reacendeu o debate nacional sobre proteção da fauna nas estradas e colocou novamente a BR-319 no centro da discussão.
O caso ocorreu no trecho do Pantanal entre Miranda e Corumbá e impulsionou a retomada do projeto de lei 466/2015 na Câmara dos Deputados.
A proposta prevê medidas obrigatórias para reduzir atropelamentos de animais em rodovias, ferrovias e outras estruturas de transporte.
Entre as soluções debatidas estão passagens de fauna, cercamento de trechos críticos e sinalização específica para travessia de animais silvestres.
Na Amazônia, a BR-319 liga Manaus a Porto Velho e corta uma das regiões mais biodiversas do país.
Monitoramentos ambientais já registraram ao longo da rodovia espécies como onça-pintada, puma, anta, queixada, tracajá e diversas aves, anfíbios e répteis.
Os dados ajudam a mapear áreas de maior risco e orientar ações de mitigação para evitar colisões.
Especialistas defendem que obras e concessões passem a prever mecanismos permanentes de conectividade ecológica, reduzindo mortes de animais e também acidentes com motoristas.
O projeto tramita há 11 anos e ganhou novo impulso após a repercussão do caso no Pantanal.
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Foto: reprodução/redes sociais
