Especial ‘Bandidos de farda’ revela que militares até roubavam na ditadura
Documentos empoeirados da ditadura militar são revelados pelo portal ICL.
Publicado em: 27/04/2026 às 10:51 | Atualizado em: 27/04/2026 às 10:54
Uma caderneta secreta atribuída ao coronel Cyro Etchegoyen revela que agentes da repressão mantinham caixa paralelo para bancar operações clandestinas durante a ditadura militar.
Os registros, publicados pelo ICL Notícias, mostram despesas com infiltrações, casas clandestinas, viagens sigilosas e ações que terminaram em mortes de opositores.
Segundo a investigação, entre 1969 e 1974 o Centro de Informações do Exército movimentou ao menos 615 salários mínimos, valor próximo de R$ 1 milhão em cifras atuais.
O cruzamento das datas de pagamentos com relatórios oficiais indica ligação com pelo menos 29 mortes no período mais violento da repressão.
Entre os episódios citados está o massacre da Chácara São Bento, em Abreu e Lima, quando cinco integrantes da Vanguarda Popular Revolucionária foram assassinados.
As anotações também citam a Casa da Morte, em Petrópolis, centro clandestino de tortura denunciado por Inês Etienne Romeu.
O material integra um acervo de cerca de 3 mil páginas que, segundo a reportagem, foram retiradas ilegalmente dos arquivos oficiais do Exército.
A série “Bandidos de farda” promete expor novos bastidores da máquina clandestina da ditadura.
Saiba mais no ICL Notícias.
Leia mais
Militares repassaram R$ 137 milhões ao Master só de empréstimo consignado
Foto: arquivo pessoal família Sturne
