BR-319 reacende disputa entre desenvolvimento e preservação
Ação de ong contra asfaltamento mobiliza lideranças do Amazonas, que defendem a obra como vital para a economia e criticam entraves ambientais diante de demandas históricas da população
Publicado em: 27/04/2026 às 10:13 | Atualizado em: 27/04/2026 às 11:18
A ação de uma ong que pede à Justiça a anulação dos editais para o asfaltamento da BR-319 gerou forte reação de políticos do Amazonas. Eles defendem que a obra, facilitada por mudanças na legislação que dispensam licenciamento em casos de rodovias já existentes, é essencial para o desenvolvimento do estado. Esse é o destaque nesta segunda-feira (27) na Coluna do Cristo.
Autoridades como Omar Aziz, Eduardo Braga, Wilson Lima e Saullo Vianna criticaram a iniciativa, destacando impactos negativos da falta de infraestrutura — como dificuldades durante a pandemia — e acusando a ong de tentar barrar o progresso regional.
Além disso, a coluna destaca que o Denit afirma que os editais para asfaltamento de 339 km da BR-319 seguem a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025). O órgão sustenta que atua dentro da legalidade, com segurança jurídica e conforme as normas vigentes para obras de infraestrutura rodoviária federal.
Ao mesmo tempo, você confere que motoristas revoltados inauguraram por conta própria a ponte sobre o rio Autaz Mirim, na BR-319, após problemas no desvio do tráfego. O episódio gerou disputa política: aliados de Lula destacam o investimento na nova estrutura, enquanto opositores tentam minimizar a obra, apesar de a ponte anterior ter desabado no governo Bolsonaro por falta de manutenção.
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Foto: Orlando K. Jr./FAS
