Protestos pressionam Câmara a votar projeto que criminaliza misoginia

Atos em todo o país cobram Hugo Motta por avanço na proposta que equipara crime ao racismo

Publicado em: 26/04/2026 às 08:08 | Atualizado em: 26/04/2026 às 08:16

Manifestações de mulheres realizadas no sábado (25) em diversas cidades brasileiras pressionaram a Câmara dos Deputados a votar o PL 896/2023, que criminaliza a misoginia e a equipara ao racismo.

A proposta prevê penas de 2 a 5 anos de prisão, além de multa, e classifica o crime como imprescritível e inafiançável. O texto é de autoria da senadora Ana Paula Lobato.

Os atos foram convocados pelo coletivo Levante Mulheres Vivas e ocorreram simultaneamente em capitais e cidades do interior, com o objetivo de dar visibilidade ao tema e cobrar medidas mais efetivas de proteção às mulheres.

Na véspera, Hugo Motta anunciou a criação de um grupo de trabalho para analisar o projeto. No início de abril, o presidente da Câmara havia decidido não pautar a proposta neste ano, sob o argumento de divergências entre parlamentares, apesar de o texto já ter sido aprovado no Senado.

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Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados