PF destrói 15 dragas em operação contra garimpo ilegal no rio Madeira

Ação conjunta com Ibama e aviação operacional mira organizações criminosas e crimes ambientais na região

PF destrói 15 dragas em operação contra garimpo ilegal no rio Madeira

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 21/04/2026 às 19:53 | Atualizado em: 21/04/2026 às 19:56

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (21), a operação Iterum III para combater o garimpo ilegal no rio Madeira, em Rondônia.

A ação foi conduzida pelo Núcleo Especial de Polícia Marítima (NEPOM/RO), com apoio do Comando de Aviação Operacional (CAOP) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

De acordo com a PF, durante a ofensiva, foram inutilizadas 15 dragas e motores utilizados na extração irregular de minério — equipamentos considerados essenciais para a atividade clandestina.

Além disso, os agentes apreenderam diversos materiais empregados nas operações ilegais, que agora servirão de base para o aprofundamento das investigações.

Segundo a PF, foi instaurado inquérito policial para apurar os crimes, identificar os financiadores do esquema e responsabilizar os executores. A operação também mira delitos correlatos, como associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo.

O garimpo ilegal é apontado pelas autoridades como uma das formas mais graves de degradação ambiental na região amazônica.

A prática envolve, frequentemente, o uso de mercúrio e outras substâncias tóxicas, que contaminam rios, afetam a biodiversidade e colocam em risco a saúde de populações ribeirinhas que dependem diretamente desses recursos naturais.

A bacia do rio Madeira é considerada uma das áreas mais vulneráveis à exploração mineral clandestina em Rondônia.

Dessa maneira, diante desse cenário, o NEPOM/RO tem intensificado operações para conter o avanço da atividade criminosa e reduzir os impactos ambientais, que muitas vezes são irreversíveis e atingem comunidades tradicionais.

Leia mais

Rio Madeira: Ibama destrói dragas de garimpeiros e mira madeira ilegal

Foto: divulgação