Como garimpeiros aumentaram casos de malária na terra ianomâmi

Pesquisa revela que pequeno avanço da mineração pode causar aumento de até 46% nos casos da doença em terras ianomâmi

Publicado em: 17/04/2026 às 20:44 | Atualizado em: 17/04/2026 às 20:44

A mineração ilegal de ouro na Amazônia tem impacto direto na saúde de povos indígenas, especialmente no território Terra Indígena Ianomâmi. Um estudo conduzido por pesquisadores de universidades como Universidade Stanford, UFMT e UFMG mostra que um aumento de apenas 0,03% na atividade de garimpo pode elevar entre 20% e 46% os casos de malária.

A pesquisa aponta que a expansão do garimpo cria condições ideais para a proliferação do mosquito transmissor da doença, além de intensificar a circulação do parasita e contaminar rios com mercúrio, enfraquecendo a saúde das comunidades locais.

Entre 2016 e 2023, os casos de malária na região cresceram cerca de 300%, em meio à intensificação da presença de garimpeiros ilegais. No início de 2023, a situação levou o governo a decretar crise humanitária na área.

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Especialistas destacam que o problema vai além do meio ambiente, sendo também uma grave questão de saúde pública.

Apesar de ações recentes para retirada de garimpeiros e ampliação do atendimento médico, a incidência da doença ainda permanece alta.

O estudo reforça que o combate ao garimpo ilegal e a proteção dos territórios indígenas são medidas essenciais para conter a disseminação da malária e evitar novas crises sanitárias na região.

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Foto: Divulgação/Casa Civil