Manaus registra uma das maiores altas no preço do aluguel de imóveis no país
Especialistas do setor imobiliário local apontam que Manaus vive um fenômeno de "readequação de oferta".
Neuton Corrêa, da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 14/04/2026 às 06:26 | Atualizado em: 14/04/2026 às 06:26
O bolso do manauara que vive de aluguel sentiu um impacto severo no mês de março. De acordo com os dados mais recentes do Índice FipeZAP de Locação Residencial, Manaus não apenas acompanhou a tendência nacional de alta, como se consolidou entre as capitais com a maior inflação imobiliária do Brasil no período.
Enquanto a média nacional de aumento nos novos contratos de locação foi de 0,84% em março de 2026, a capital amazonense disparou com uma alta mensal de 3,60%. O desempenho de Manaus só foi superado por Aracaju (+6,53%) e Campo Grande (+4,64%), colocando a “Metrópole da Amazônia” no topo do ranking de valorização do setor.
Os Números em Manaus: o que está acontecendo?
O cenário para quem busca imóvel na capital é de pressão constante. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, Manaus lidera o país com uma alta impressionante de 10,12%. Para se ter uma ideia da disparidade, esse valor é quase cinco vezes maior que a inflação oficial (IPCA) do mesmo período, que ficou em 1,92%.
Comparativo de Mercado (Março/2026):
| Indicador | Variação Mensal | Acumulado no Ano (2026) |
| Aluguel em Manaus | 3,60% | 10,12% |
| Média Nacional (FipeZAP) | 0,84% | 2,45% |
| Inflação Oficial (IPCA) | 0,88% | 1,92% |
Observação: A valorização do aluguel em Manaus em apenas três meses já superou a meta de inflação para o ano inteiro, evidenciando um descolamento entre a renda média do cidadão e o custo de moradia.
Por que os preços subiram tanto na capital?
Especialistas do setor imobiliário local apontam que Manaus vive um fenômeno de “readequação de oferta”. Apesar do crescimento de 24% no mercado imobiliário em 2025 (superando a marca de R$ 3 bilhões em vendas), a entrega de novos empreendimentos residenciais ainda se concentra muito em bairros periféricos ou em lançamentos do programa “Minha Casa, Minha Vida”.
Nas regiões centrais e nos bairros mais buscados, a escassez de unidades prontas para morar empurra os preços para cima. Entre as áreas que mais puxam essa média estão:
- Adrianópolis e Ponta Negra: Mantêm o status de m² mais caro da cidade.
- Parque 10 e Flores: Alta demanda por classe média e proximidade com centros comerciais.
- Tarumã e Lago Azul: Vetores de expansão que começam a sofrer valorização rápida pela infraestrutura emergente.
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Foto: divulgaçào/Semcom
