Petróleo recua 12% na semana após trégua entre EUA e Irã
Acordo para cessar-fogo de duas semanas alivia tensão no estreito de Hormuz e derruba preços da commodity no mercado global
Aguinaldo Rodrigues, especial para o BNC Amazonas
Publicado em: 10/04/2026 às 22:51 | Atualizado em: 10/04/2026 às 23:10
O preço do petróleo registrou uma queda acentuada nesta semana, acumulando um recuo superior a 12%. O movimento reflete o otimismo do mercado financeiro diante da trégua de duas semanas estabelecida entre os Estados Unidos e o Irã, após um período de escalada militar que levou as cotações a patamares próximos de US$ 120 por barril no início de março.
A desaceleração dos preços ocorreu após o anúncio da reabertura do estreito de Hormuz, via estratégica por onde circula cerca de 20% do suprimento global de óleo e gás.
Embora o fechamento de hoje (10 de abril) tenha mostrado uma leve estabilização, com o brent operando próximo de US$ 97 e o WTI em US$ 98, a retração semanal de dois dígitos sinaliza um alívio temporário na crise energética global.
Reflexos na economia
A queda expressiva reverte parte da alta acumulada desde o início do conflito. Analistas de mercado apontam que, apesar da trégua ser curta, o restabelecimento do fluxo marítimo no Arco Norte e no Oriente Médio reduz o prêmio de risco sobre a commodity.
No entanto, a incerteza permanece: o governo iraniano condiciona a manutenção da paz à interrupção de ataques em outras frentes, mantendo o setor em alerta para novas volatilidades.
Para o consumidor e para o setor industrial, a baixa é um respiro necessário para conter a inflação de custos logísticos, embora o patamar de preço ainda seja considerado elevado em termos históricos.
Acompanhe os detalhes da cotação no portal da CNN Brasil.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
