Trabalho escravo: novo ficha-suja do Amazonas está em Tapauá
Ocorrência foi registrada na zona rural de Tapauá, onde três trabalhadores foram encontrados em situação degradante durante fiscalização
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 08/04/2026 às 16:17 | Atualizado em: 08/04/2026 às 16:17
O Ministério do Trabalho e Emprego incluiu o empregador Marcio Fernandes Barbosa na atualização semestral da “lista suja” do trabalho escravo, divulgada na última segunda-feira (6 de abril).
O caso coloca o Amazonas com mais um registro no cadastro federal de empregadores flagrados explorando mão de obra em condições análogas à escravidão.
A ocorrência foi registrada na Linha Monte Azul, zona rural de Tapauá, onde três trabalhadores foram encontrados em situação degradante durante fiscalização realizada em 2024.

A inclusão ocorre após a conclusão do processo administrativo, sem possibilidade de recurso, o que consolida o nome do empregador no cadastro oficial do governo federal. A medida segue o princípio de transparência e reforça as políticas públicas de combate às violações de direitos humanos.
Em outubro de 2025, já constavam no cadastro os nomes de outros patrões.
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Os empregadores permanecem no cadastro por dois anos. Para sair da lista, é necessário regularizar a situação trabalhista, quitar multas e não reincidir na prática.
Regras publicadas em 2024 abriram a possibilidade de saída antecipada, desde que haja acordo formal com o poder público e indenização às vítimas em valor mínimo equivalente a 20 salários mínimos, com migração para um cadastro de monitoramento.
Foto: Marcello Casal Jr/Arquivo/Agência Brasil
