MPF faz garimpeiro flagrado com ouro e mercúrio virar réu no Amazonas

O caso teve origem em agosto de 2024, durante uma operação de fiscalização coordenada pelo Ibama.

MPF faz garimpeiro flagrado com ouro e mercúrio virar réu no Amazonas

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 08/04/2026 às 11:46 | Atualizado em: 08/04/2026 às 11:46

O combate ao garimpo ilegal na Amazônia ganhou um novo capítulo jurídico nesta semana. É que o Ministério Público Federal (MPF) obteve o recebimento de uma denúncia contra um homem flagrado operando de forma clandestina no rio Puruê, em Japurá.

Dessa maneira, com a decisão, o garimpeiro passa a responder oficialmente como réu por crimes ambientais e usurpação de bens da União. A informação foi divulgada pelo g1.

O caso teve origem em agosto de 2024, durante uma operação de fiscalização coordenada pelo Ibama. Na ocasião, os agentes encontraram o suspeito em uma draga operando sem qualquer tipo de licença ou autorização dos órgãos competentes.

Durante a abordagem, foram apreendidos itens que caracterizam a atividade de mineração irregular em pequena e média escala:

  • – Ouro: Cerca de 50 gramas do metal precioso.
  • – Mercúrio: Substância altamente tóxica utilizada para separar o ouro da areia, mas que causa danos irreversíveis ao ecossistema e à saúde humana.
  • – Maquinário: Uma draga de extração ativa.

De acordo com o laudo pericial da Polícia Federal, o material apreendido foi avaliado em R$ 10,4 mil. Os peritos confirmaram que as características do ouro e o uso do mercúrio são evidências típicas de extração em garimpos clandestinos na região amazônica.

As Implicações Jurídicas

O MPF sustenta que o réu violou múltiplas frentes da legislação brasileira. A denúncia aceita pela Justiça Federal detalha três frentes criminosas:

  • Exploração de recursos da União: o minério no subsolo brasileiro pertence ao Estado; retirá-lo sem autorização é crime de usurpação.
  • Extração mineral ilegal: realizar a atividade sem o licenciamento ambiental do Ibama ou órgãos estaduais.
  • Crime ambiental por substância tóxica: o armazenamento e uso de mercúrio em desacordo com as exigências legais.

“A atuação rigorosa em regiões isoladas como o Rio Puruê é fundamental para desarticular a logística do garimpo, que degrada as águas e ameaça a segurança das comunidades ribeirinhas”, afirma o texto da acusação.

Leia mais no g1.

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Foto: divulgação/Ibama