Pantanal vira palco de debate global sobre espécies migratórias
Brasil apresenta propostas para ampliar proteção de aves, peixes e mamíferos em conferência internacional.
Publicado em: 30/03/2026 às 08:35 | Atualizado em: 30/03/2026 às 08:36
O Brasil entra no centro das discussões globais sobre biodiversidade ao sediar a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP-15), realizada no Pantanal, em Campo Grande.
O encontro reúne países para definir novas medidas de proteção e ampliar a cooperação internacional na conservação da fauna. As propostas brasileiras contam com apoio técnico do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Um dos principais pontos é a inclusão de espécies nos apêndices da convenção, que determinam níveis de proteção.
O Apêndice I reúne espécies ameaçadas de extinção, enquanto o Apêndice II depende de ações conjuntas entre países.
Entre as propostas, o Brasil destaca aves migratórias que percorrem longas distâncias entre o Ártico e a América do Sul.
Algumas dessas espécies apresentam quedas expressivas na população, o que reforça a necessidade de proteção internacional, como o maçarico-de-bico-torto (Numenius hudsonicus).
No ambiente aquático, entram em pauta peixes migratórios, tubarões e cetáceos.
Espécies como o pintado e tubarões-martelo exigem estratégias integradas entre países.
A conferência também discute mamíferos emblemáticos, como a ariranha e a onça-pintada.
As propostas buscam fortalecer a conectividade entre habitats e reduzir conflitos com atividades humanas.
Segundo especialistas, a cooperação internacional é essencial para garantir a sobrevivência dessas espécies.
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Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
