Tutiplast ganha prêmio nacional de inovação com uso de biomateriais da Amazônia
Projeto vencedor da empresa amazonense integra bioeconomia amazônica à indústria de plásticos e concorre em duas categorias da premiação da CNI
Publicado em: 27/03/2026 às 14:59 | Atualizado em: 27/03/2026 às 15:00
O projeto da empresa amazonense Tutiplast Indústria e Comércio foi vencedor do 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI), na categoria Grande Empresa, modalidade Descarbonização. A premiação reconhece soluções inovadoras que integram a bioeconomia amazônica à indústria de plásticos.
O anúncio ocorreu durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria, no WTC, em São Paulo.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) destacou que a conquista reforça o compromisso da Tutiplast com a sustentabilidade e inovação, especialmente no desenvolvimento de bioplásticos na Zona Franca de Manaus. A premiação faz parte da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Ao receber o prêmio, o fundador e presidente da Tutiplast, Antonio Barrela, afirmou que a conquista reconhece uma trajetória dedicada à produção de materiais de baixo carbono, utilizando fibras lignossolelólicas e subprodutos agroextrativistas da Amazônia, como ouriço da castanha e curauá.
“Além de desenvolver plásticos sustentáveis de fonte renovável, induzimos cadeias da sociobiodiversidade, gerando emprego e renda na Amazônia profunda”, destacou.
Com mais de 30 anos de atuação no setor termoplástico, a Tutiplast vem incorporando biocompósitos amazônicos como alternativa de menor pegada de carbono.
Os materiais desenvolvidos mantêm desempenho técnico equivalente às resinas convencionais e já operam em escala industrial, integrando inovação tecnológica, inclusão produtiva e recuperação ambiental, consolidando uma rota sustentável para o Polo Industrial de Manaus.
Referência em soluções de injeção plástica nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, a empresa investe ainda em iniciativas voltadas à neutralidade climática e à redução de emissões industriais.
Premiação e impacto social
O PNI tem como objetivo reconhecer soluções inovadoras que aumentem a competitividade das empresas e contribuam para o desenvolvimento econômico e social do país. Nesta edição, foram avaliadas sete modalidades: Descarbonização, Recursos Renováveis, Digitalização de Negócios, IA para Produtividade, Lei do Bem, Ecossistemas de Inovação e Pesquisador Empreendedor.
A iniciativa é realizada em parceria com o Sebrae e conta com a participação do Sesi, Senai, Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
A metodologia de avaliação desta edição considerou a efetividade dos projetos no mercado, com base em resultados mensuráveis e impacto positivo na sociedade. Os projetos foram distribuídos em dois eixos temáticos: transição ecológica (Descarbonização e Recursos Renováveis) e transição digital (Digitalização de Negócios e Inteligência Artificial para Produtividade). Também foram reconhecidas soluções inovadoras alavancadas por recursos do incentivo federal da Lei do Bem.

Histórico do prêmio
Desde sua criação, o PNI já recebeu 16,5 mil inscrições e premiou 113 projetos em todas as regiões do país. A participação é gratuita, e todos os inscritos recebem relatórios de feedback sobre a avaliação. Além do certificado e troféu, os finalistas têm divulgação em mídia espontânea e participam do Congresso de Inovação da Indústria.
Foto: divulgação
