Bolsonaro ganha domiciliar, mas perde espaço político

Decisão de Moraes impõe restrições rígidas e limita contatos durante recuperação por 90 dias.

Bolsonaro desiste de último recurso e está pronto para Papuda

Publicado em: 25/03/2026 às 09:52 | Atualizado em: 25/03/2026 às 09:55

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu prisão domiciliar a Jair Bolsonaro, mudou mais que o endereço do ex-presidente.

A medida, com prazo inicial de 90 dias e caráter humanitário, reduz significativamente sua capacidade de articulação política.

Bolsonaro poderá receber apenas familiares próximos, advogados e médicos. Outras visitas estão proibidas.

Também fica impedido de usar celular, telefone ou redes sociais, além de não poder se comunicar por terceiros.

O despacho ainda determina monitoramento com tornozeleira, controle de visitantes e vigilância no entorno da residência.

Em períodos anteriores, o ex-presidente manteve contato frequente com aliados e participou de articulações eleitorais mesmo sob custódia.

Agora, a decisão busca impedir que a casa volte a funcionar como ponto de encontro político.

O argumento central é médico, para garantir recuperação em ambiente controlado.

Na prática, porém, a medida isola Bolsonaro em um momento estratégico para a reorganização da direita visando 2026.

O STF também deixou claro que o benefício não pode ser usado para atividade política.

Caso descumpra as regras, Bolsonaro poderá retornar ao regime fechado.

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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil