Pirarucu é peixe ‘non grato’, e preocupa produção na piscicultura

Setor aponta insegurança jurídica e teme restrições à produção e novos investimentos

Publicado em: 24/03/2026 às 21:10 | Atualizado em: 24/03/2026 às 21:10

A decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de classificar o pirarucu como espécie exótica invasora fora da Amazônia provocou reação no setor aquícola.

A medida, oficializada pela Instrução Normativa nº 7/2026, levanta preocupações sobre impactos na produção, nos investimentos e na segurança jurídica.

Considerado estratégico para a piscicultura, o pirarucu tem produção consolidada no país. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que, em 2024, foram produzidos 1,7 milhão de quilos, com destaque para Rondônia, Pará e Amazonas.

Com a nova regra, produtores temem restrições à criação e comercialização fora da região amazônica. Representantes do setor afirmam que a decisão foi tomada sem conclusão das discussões na Comissão Nacional da Biodiversidade, o que, segundo eles, evidencia falta de alinhamento institucional.

O presidente da Associação Brasileira da Piscicultura, Francisco Medeiros, afirma que a medida gera insegurança e contradições, já que políticas públicas anteriores incentivaram a criação da espécie em diversas regiões.

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O setor também alerta que a decisão pode abrir precedente para restrições a outras espécies cultivadas, como tilápia e tambaqui, ampliando a incerteza regulatória.

Diante do cenário, entidades defendem a revisão da norma e maior participação do governo nas discussões, com foco em critérios técnicos e previsibilidade.

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Foto: divulgação