Força-tarefa institucional traça estratégia para asfixiar o crime organizado
Polícia Federal, STF, Banco Central e BNDES unem forças para combater a lavagem de dinheiro e a escalada de crimes cibernéticos.
Publicado em: 24/03/2026 às 09:02 | Atualizado em: 24/03/2026 às 09:02
Em um movimento estratégico para endurecer o cerco contra a estrutura financeira de facções criminosas, as principais lideranças do Judiciário, da segurança pública e do setor financeiro brasileiro reuniram-se nesta segunda-feira (23).
O encontro, liderado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, marcou o alinhamento de uma ofensiva que visa não apenas a repressão física, mas a asfixia econômica de organizações ilícitas.
A reunião contou com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, e dos presidentes do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, e do BNDES, Aloizio Mercadante.
Conforme divulgou a Polícia Federal, o foco foi claro: modernizar o combate à lavagem de dinheiro e responder à crescente sofisticação dos crimes financeiros no ambiente digital.
A ofensiva contra o crime Digital
Um dos pontos centrais da pauta foi o trabalho do grupo interinstitucional que une a Polícia Federal, o BNDES e a Febraban, com suporte técnico do Banco Central. Segundo Aloizio Mercadante, o grupo tem priorizado o enfrentamento aos crimes cibernéticos, cujos índices de volume e complexidade têm desafiado as autoridades.
Como resposta imediata, Gabriel Galípolo anunciou que o Banco Central está nos ajustes finais de um pacote de medidas regulatórias. O objetivo é mitigar riscos e estabilizar o sistema financeiro diante das novas ameaças digitais, criando barreiras mais robustas contra a movimentação de capitais ilícitos.
“O combate ao crime organizado transcende governos e deve ser tratado como uma questão de Estado”, afirmou o ministro Edson Fachin.
Segurança jurídica e operacional
Para que as novas normas do Banco Central não encontrem entraves nos tribunais, o ministro Fachin garantiu o apoio do Judiciário na manutenção da segurança jurídica.
A ideia é que a inteligência coordenada e a resposta estratégica unificada evitem brechas na lei que possam ser exploradas por criminosos.
Andrei Rodrigues, da PF, reforçou que a instituição já acompanha os fatos de perto e que as investigações seguem em ritmo acelerado.
Portanto, o próximo passo será o aprofundamento do diálogo técnico para garantir que as diretrizes do BC tenham eficácia operacional plena, unindo o rigor da lei à precisão tecnológica.
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Foto: Antonio Augusto/STF
