Energia limpa chega a áreas protegidas da Amazônia com novo acordo federal
Parceria entre ministérios amplia acesso à eletricidade e fortalece inclusão social em comunidades tradicionais
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 19/03/2026 às 13:49 | Atualizado em: 19/03/2026 às 13:49
O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) firmaram, nesta quinta-feira (19), um acordo de cooperação técnica para ampliar o acesso à energia elétrica em unidades de conservação da Amazônia e regiões do entorno.
Dessa forma, a iniciativa busca melhorar a qualidade de vida de populações que vivem em áreas remotas, aliando inclusão social à preservação ambiental. Como informa o Ministério de Minas Energia.
O acordo integra programas federais como o Luz para Todos e Energias da Amazônia ao ARPA Comunidades, ampliando a oferta de energia limpa em territórios protegidos.
Assim, a meta é levar infraestrutura energética a 60 unidades de conservação de uso sustentável apoiadas pelo Programa Áreas Protegidas da Região Amazônica (ARPA).
Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a iniciativa reforça o compromisso do governo com uma transição energética inclusiva. “Levar energia elétrica às comunidades da região amazônica é garantir cidadania, oportunidades e desenvolvimento sustentável”, afirmou.
O projeto prevê a instalação de soluções renováveis, como sistemas fotovoltaicos off-grid, garantindo eletricidade para residências, escolas, igrejas e pequenos empreendimentos.
Além de ampliar o acesso à energia, a medida também fortalece a política nacional de descarbonização, com foco na redução das emissões de gases de efeito estufa.
Pelo acordo, caberá ao MME o planejamento, a execução e o monitoramento dos investimentos em energia nas áreas atendidas.
Já o MMA será responsável por articular o engajamento das comunidades locais, identificar demandas e fortalecer organizações sociais nos territórios.
Sendo assim, com vigência de cinco anos, a parceria busca impulsionar o desenvolvimento sustentável na Amazônia, promovendo geração de renda, inclusão social e preservação ambiental, com protagonismo das populações tradicionais que vivem nas áreas de conservação.
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Foto: Ricardo Botelho/MME
