Policiais militares são presos por suspeita de facilitação de fuga de presos

Militares tiveram prisão preventiva decretada; investigações do MP apontam possível facilitação na evasão ocorrida em fevereiro

Policiais militares são presos por suspeita de facilitação de fuga de presos

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 17/03/2026 às 12:39 | Atualizado em: 17/03/2026 às 12:39

Dois policiais militares foram presos na manhã desta terça-feira (17), durante a deflagração da operação Sentinela, conduzida pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM).

A prisão preventiva faz parte das investigações sobre a fuga de 23 custodiados do Núcleo Prisional da Polícia Militar do Estado do Amazonas, registrada no último dia 27 de fevereiro.

Além das prisões, a Justiça também expediu dois mandados de busca e apreensão, cumpridos com apoio da Diretoria de Justiça e Disciplina da Polícia Militar do Amazonas e da Polícia Judiciária Militar.

De acordo com a 60ª Promotoria de Justiça Especializada no Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (Proceapsp), a ausência dos detentos foi identificada durante uma revista extraordinária na unidade prisional. As apurações indicam que a fuga pode ter sido facilitada pelos dois policiais presos, que estavam de serviço na guarda do local no momento da evasão.

Diante dos elementos reunidos ao longo da investigação, o Ministério Público representou pela decretação das prisões preventivas e pela realização de buscas, medidas que foram autorizadas pelo Judiciário.

Segundo o promotor de Justiça Armando Gurgel Maia, as ações têm como objetivo garantir a continuidade das investigações e preservar a ordem pública, além da hierarquia e disciplina no ambiente militar.

“As medidas cautelares deferidas têm por finalidade assegurar a adequada apuração dos fatos, ainda em curso, bem como a preservação da regularidade do sistema de custódia”, afirmou.

As diligências realizadas nesta etapa também buscam identificar possíveis responsabilidades adicionais e esclarecer integralmente as circunstâncias da fuga.

O MP-AM destacou que as investigações continuam e que todos os envolvidos terão assegurados os direitos ao contraditório e à ampla defesa.

Antes da operação Sentinela, o ex-major Galeno Edmilson de Souza Jales já havia sido preso preventivamente no âmbito do caso. Posteriormente, ele foi exonerado dos quadros da Polícia Militar do Amazonas por ato do Executivo estadual.

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Foto: divulgação/MPAM