Belém sedia o X Encontro do Fórum Norte e Nordeste da indústria da construção

O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que 2026 deve se tornar o maior ano da história da habitação no país

Belém sedia o X Encontro do Fórum Norte e Nordeste da indústria da construção

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 10/03/2026 às 09:36 | Atualizado em: 10/03/2026 às 09:36

Belém (PA) recebe, nesta semana, o X Encontro do Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção (FNNIC), evento que reúne autoridades, empresários e especialistas para debater políticas habitacionais e o desenvolvimento urbano no Brasil.

Durante a abertura, realizada nesta segunda-feira (9), o ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que 2026 deve se tornar o maior ano da história da habitação no país, impulsionado pelos avanços do programa Minha Casa, Minha Vida. A informação é da Agência Gov|Via Cidades.

Segundo o ministro, o estado do Pará já superou a meta estabelecida para 2026 na utilização de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) destinados ao programa.

Dados do Ministério das Cidades indicam que, apenas em janeiro deste ano, o estado alcançou 8% de utilização da reserva financeira, ultrapassando a meta de participação prevista.

“O Norte tinha uma meta de 9% de utilização de recursos do FGTS no Minha Casa Minha Vida. Começamos com 1,3% no ano de 2023 e chegamos agora, já no mês de janeiro, a 8% de utilização desses recursos na região Norte. O Pará já bateu a sua meta”, destacou o ministro.

Ampliação do acesso à moradia

Durante o encontro, Jader Filho ressaltou que os recordes recentes do programa — que já contabiliza 2 milhões de moradias contratadas em todo o Brasil desde 2023 — foram possíveis graças a mudanças nas regras de financiamento.

Entre as medidas adotadas estão a redução das taxas de juros e o aumento do valor do subsídio para entrada no financiamento.

Atualmente, 41% dos financiamentos do Minha Casa, Minha Vida são destinados a famílias com renda de até R$ 2.850. No Pará, o programa já alcançou 138 dos 144 municípios.

“Nós elevamos o valor do cheque que o programa concede às famílias para pagamento da entrada. Chegamos a R$ 55 mil, o maior valor já concedido. Também reduzimos a taxa de juros para o menor patamar da história dos programas habitacionais do país. Na região Norte e Nordeste, a taxa é de 4%, e nas demais regiões é de 4,25%. Agora ampliamos novamente o valor da entrada para R$ 65 mil, trazendo ainda mais famílias para dentro do programa”, afirmou o ministro.

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Diálogo com o setor da construção

Realizado pela primeira vez em Belém, o encontro do FNNIC reúne representantes do governo federal, instituições financeiras e empresários da construção civil para discutir estratégias de ampliação do crédito e investimentos no setor.

Para o presidente do fórum, Marcos Holanda, o diálogo entre os diferentes atores é essencial para fortalecer políticas públicas.

“O Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção tem o compromisso de contribuir com soluções concretas para o desenvolvimento das cidades brasileiras. Reunir governo federal, instituições financeiras, estados e municípios permite alinhar políticas públicas, ampliar investimentos e fortalecer programas”, afirmou.

Jader Filho também destacou que o diálogo com o setor tem sido decisivo para aprimorar as políticas habitacionais.

“Isso é fruto da escuta e da parceria que temos construído com o Fórum Norte e Nordeste. Com o trabalho do Ministério das Cidades, da Caixa Econômica Federal, das entidades, das construtoras e dos trabalhadores da construção civil, conseguimos alcançar esses resultados. Hoje já temos pessoas morando em suas casas próprias e cerca de 1,8 milhão de moradias em construção em todo o Brasil”, disse.

Nesse sentido, o X Encontro do FNNIC segue até esta terça-feira (10), com debates sobre financiamento do desenvolvimento urbano, fundos de investimento e ampliação do crédito para infraestrutura e habitação.

O encerramento contará com uma palestra do ex-jogador Zico, ídolo do Clube de Regatas do Flamengo, que falará sobre liderança e trajetória profissional.

Foto: Lucas Lima/MICID