Justiça condena trio a 368 anos por mortes no ‘Massacre da Vidal Pessoa’
Réus participaram do assassinato de quatro detentos após massacre no Compaj, em 2017.
Publicado em: 04/03/2026 às 09:59 | Atualizado em: 04/03/2026 às 10:00
A Justiça do Amazonas condenou três homens por participarem do assassinato de quatro detentos durante massacre na antiga Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, em Manaus.
As penas somadas chegam a 368 anos de prisão em regime fechado.
Foram condenados:
• Janderson Rolin Matos, o “Passarinho” — 282 anos de prisão
• Ronildo Nogueira da Silva, o “Canela” — 36 anos de prisão
• Jones dos Remédios Martins, o “Bactéria” — 50 anos de prisão
Segundo o Ministério Público do Estado do Amazonas, o ataque foi planejado como retaliação à chacina registrada dias antes no Complexo Prisional Anísio Jobim.
De acordo com os autos, as mortes ocorreram na madrugada de 8 de janeiro de 2017, quatro dias após a reativação da cadeia Vidal Pessoa.
Os réus foram condenados pelos homicídios de Tássio Caster de Souza, Rildo Silva do Nascimento, Fernandes Gomes da Silva e Rubiron Cardoso de Carvalho.
Também responderam por tentativa de homicídio contra outros seis detentos.
Durante o julgamento, Janderson e Jones aceitaram responder às perguntas em plenário. Ronildo preferiu exercer o direito ao silêncio.
Este foi o segundo julgamento ligado à rebelião. Em julho do ano passado, João Pedro de Oliveira Rosa Rodrigues já havia sido condenado a 168 anos de prisão.
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Foto: divulgação/TJ-AM
