Caso Master: Senado investiga em três frentes e adia instalação de CPI exclusiva

Com resistência de Alcolumbre à criação de comissão própria, apurações avançam na CAE e em duas CPIs já em funcionamento

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 23/02/2026 às 16:58 | Atualizado em: 23/02/2026 às 16:59

O Senado abriu três frentes de investigação sobre o “Caso Master”, utilizando a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e as CPIs do INSS e do Crime Organizado. A estratégia contorna a resistência do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, em instalar uma CPI exclusiva.

Embora haja assinaturas suficientes, Alcolumbre sinalizou que não pretende abrir o colegiado em ano eleitoral. Aliados afirmam que o senador não quer “mexer no vespeiro”.

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, não compareceu aos depoimentos previstos após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que entendeu não haver obrigação de depor como testemunha.

O senador Alessandro Vieira defendeu a continuidade das apurações.

“Uma CPI só é enterrada se não houver recurso à Justiça”, afirmou, ao citar suspeitas de uso de bancos para lavar dinheiro e infiltrar o crime no poder público.

Já Renan Calheiros, presidente da CAE, criou um grupo de trabalho para acompanhar o caso. Segundo ele, “nosso trabalho fortalece, sem nenhum conflito, qualquer CPI que queira tratar dessas fraudes”.

A CPI do Crime Organizado deve votar requerimentos para convocar ex-sócios de Vorcaro e pessoas ligadas a empresas relacionadas ao banco.

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Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado