Saiba sobre a advogada e professora universitária presa por suspeita de ligação com o CV

Professora universitária e doutora em Direito, Adriana Almeida Lima é apontada pela Polícia Civil como peça-chave em esquema de lavagem de dinheiro com atuação dentro do poder público

Saiba sobre a advogada e professora universitária presa por suspeita de ligação com o CV

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 22/02/2026 às 15:56 | Atualizado em: 22/02/2026 às 15:56

A advogada e professora universitária Adriana Almeida Lima, natural de Santarém (PA), presa na última sexta-feira (20), em Manaus, durante a operação Erga Omnes, é investigada por integrar o chamado “núcleo político” do Comando Vermelho (CV), com atuação em um esquema de lavagem de dinheiro que operaria dentro de estruturas do poder público no Amazonas.

Neste domingo, dia 22 de fevereiro, o blog Jeso Carneiro publicou matéria sobre o assunto e dando informações sobre a atuação de Adriana na vida pública.

Conforme a publicação, comm trajetória acadêmica consolidada e presença frequente em ambientes institucionais de prestígio, Adriana construiu uma imagem pública associada à produção científica e à defesa de pautas ambientais.

Doutora em Direito e mestre em Direito Ambiental, ela lecionava na Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e integrava comissões estratégicas da instituição, como a Comissão Disciplinar, a Comissão Eleitoral e a Ouvidoria, além de coordenar o Núcleo de Prática Jurídica.

Relatórios de inteligência financeira apontam que a advogada seria uma “peça-chave” em transações milionárias atribuídas ao grupo criminoso.

De acordo com os investigadores, sua formação acadêmica, o trânsito em órgãos públicos e a visibilidade midiática funcionariam como uma espécie de “camuflagem social”, facilitando a movimentação de recursos ilícitos e o acesso a ambientes decisórios.

Além da atuação na universidade, Adriana também ocupou cargo na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), onde trabalhou como secretária de gabinete de liderança. A função lhe garantia circulação nos bastidores do Legislativo estadual, ampliando sua rede de contatos no meio político.

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Participação na COP-30

A contradição entre a imagem pública e as acusações ganhou maior repercussão após a revelação de que Adriana participou da COP-30, realizada em novembro de 2025, em Belém (PA). Integrando a delegação brasileira na categoria Sociedade Civil, ela se apresentou como pesquisadora e especialista em gestão ambiental.

Durante o evento, defendeu um projeto de governança comunitária, debateu os impactos e desafios relacionados à rodovia BR-319 e participou de um episódio do Podcast Cenarium, no qual destacou o protagonismo dos povos amazônicos no mercado de carbono.

Mãe de duas filhas e autodeclarada maratonista, Adriana mantinha nas redes sociais uma imagem ligada à vida acadêmica, ao esporte e à defesa de pautas socioambientais. Para a Polícia Civil, no entanto, esse perfil público ajudava a encobrir atividades financeiras ilícitas atribuídas à facção.

A defesa da advogada ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações. As investigações seguem em curso e novas diligências não estão descartadas.

Leia mais no blog Jeso Carneiro.

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Foto: reprodução