Quinto dia de buscas mobiliza força-tarefa após naufrágio no Encontro das Águas
Operação em Manaus usa sonares, mergulhadores e helicóptero; três mortes foram confirmadas e cinco pessoas seguem desaparecidas
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 17/02/2026 às 19:19 | Atualizado em: 17/02/2026 às 19:19
As buscas por vítimas do naufrágio de uma lancha nas proximidades do Encontro das Águas chegaram ao quinto dia nesta terça-feira (17), em Manaus.
A operação envolve equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, que utilizam embarcações, drones, helicóptero e três sonares para tentar localizar os desaparecidos e a embarcação que afundou.
A lancha, pertencente à empresa Lima de Abreu Navegações, saiu de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte quando naufragou. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, 71 pessoas foram resgatadas com vida. O número de mortos chegou a três e outras cinco pessoas seguem desaparecidas.
A base das operações foi instalada no porto privatizado de Manaus. Logo nas primeiras horas do dia, os bombeiros se reúnem para alinhar estratégias e, em seguida, partem em embarcações para iniciar a varredura.
As buscas ocorrem em duas frentes principais. Na superfície, equipes percorrem o rio e analisam as margens em um trecho que vai de Manaus até Itacoatiara. Outra equipe atua em Parintins, já que há a possibilidade de a correnteza ter levado destroços ou vítimas para regiões mais distantes.
A segunda frente de trabalho está concentrada exatamente no ponto do naufrágio, no Encontro das Águas. Um sonar monitorado pela Defesa Civil já identificou diversos objetos submersos, como um bote de cerca de quatro metros e até uma balsa. A área onde estaria a lancha foi localizada a aproximadamente 50 metros de profundidade.
Mergulhadores vindos de São Paulo reforçam a operação com um sonar móvel profissional, usado para identificar corpos e objetos submersos.
Nesse sentido, a varredura é feita com a embarcação desligada, seguindo à deriva, acompanhando o movimento das águas. A estratégia é adotada porque a forte correnteza interfere diretamente na captação das imagens.
Em um dos deslocamentos, a equipe percorreu cerca de 1,6 quilômetro em pouco mais de sete minutos, o que evidencia a intensidade das correntes e as dificuldades enfrentadas nas buscas. Nesse trecho do rio, a profundidade varia entre cinco e 60 metros.
Todos os pontos considerados suspeitos são marcados por geolocalização e passam por análise técnica antes de qualquer mergulho.
Segundo o comando da operação, apenas após o cruzamento e o tratamento das imagens é que os mergulhadores descem com segurança. Além do Corpo de Bombeiros, a Marinha do Brasil também participa da força-tarefa.
De acordo com o coordenador das buscas, identificado como Muniz, fatores naturais tornam o trabalho ainda mais complexo.
“Os fatores hidrodinâmicos do Encontro das Águas interferem muito nas operações. Temos mudanças constantes de direção das correntes, principalmente do Rio Solimões, que é mais forte. Há diferença de densidade e de temperatura entre as águas e uma profundidade muito grande. Tudo isso dificulta a localização das vítimas”, explicou.
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Foto: reprodução/Secom
