Família de advogada faz apelo e custeia buscas no naufrágio da lancha
Ana Carla Izel foi vista com colete após naufrágio; demora no socorro oficial motiva campanha de arrecadação
Aguinaldo Rodrigues, especial para o BNC Amazonas
Publicado em: 16/02/2026 às 19:05 | Atualizado em: 16/02/2026 às 19:05
Um novo desdobramento no caso do naufrágio da lancha Lima de Abreu XV traz contornos ainda mais dramáticos à tragédia no encontro das águas.
A família da advogada Ana Carla Izel de Freitas Araujo iniciou neste dia 16 de fevereiro uma campanha de arrecadação de recursos para custear combustível e logística de embarcações particulares, diante da agonia pela falta de respostas céleres das autoridades.
O apelo dos familiares revela um detalhe crucial: testemunhas afirmam que Ana Carla foi vista na água utilizando colete salva-vidas e boias logo após o acidente.
A informação reforça as críticas sobre a demora no socorro inicial que, conforme relatos, levou pelo menos 30 minutos para ser iniciado por barco de recreio.
A campanha, organizada pelo marido da advogada, Jorge Noronha de Araujo, destaca que as buscas estão concentradas nas margens e áreas de deriva, onde a forte correnteza pode ter conduzido sobreviventes.
A iniciativa privada das famílias para manter “um barco a mais na água” expõe o vácuo deixado pela fiscalização e pelo setor de segurança fluvial.
Enquanto o corpo localizado nesta segunda-feira aguarda identificação no Instituto Médico-Legal (IML), a mobilização familiar em torno de Ana Carla Izel torna-se o símbolo de uma população que, em meio ao luto de Nova Olinda do Norte e à chuva de carnaval, precisa lutar com os próprios recursos para encontrar seus entes queridos.
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Surgem novos questionamentos
– Eficiência do resgate: se ela estava de colete, o protocolo de busca em superfície falhou nas primeiras horas?
– Papel do Estado: por que famílias precisam pagar combustível para buscas em um acidente de tamanha magnitude?
– Controle de sobreviventes: Onde estão os registros das pessoas que foram vistas flutuando logo após o impacto?
A busca, portanto, é também por respostas.
Foto: divulgação
