‘Imposto do pecado’ divide Congresso e setor produtivo
Em artigo no Estadão, Marcelo Ramos critica exceções no Imposto Seletivo e alerta para pressão de lobbies sobre álcool, bets e mineração
Aguinaldo Rodrigues, especial para o BNC Amazonas
Publicado em: 11/02/2026 às 23:14 | Atualizado em: 11/02/2026 às 23:15
O debate sobre o chamado “imposto do pecado” voltou ao centro da reforma tributária.
Em artigo publicado no portal do Estadão neste dia 11 de fevereiro, o ex-deputado federal pelo Amazonas e ex-vice-presidente da Câmara Marcelo Ramos sustenta que o Imposto Seletivo (IS) não pode ser esvaziado por exceções que beneficiem setores com maior poder de lobby.
Segundo Ramos, o IS foi concebido como instrumento extrafiscal. Ou seja, não para arrecadar mais, mas para desestimular o consumo de produtos que geram custos sociais elevados.
O petista, provável candidato a senador, critica mudanças aprovadas no Congresso que teriam suavizado a tributação sobre bebidas alcoólicas, especialmente a cerveja, apesar de alertas do Conselho Nacional de Saúde.
O artigo também aponta distorções na discussão sobre apostas online. Embora defendidas sob o argumento de arrecadação, as chamadas bets já gerariam impactos sociais bilionários, com reflexos sobre o SUS e o consumo das famílias.
Ramos cita estimativas de perdas anuais e questiona a criação de regimes mais brandos para o setor.
Mineração x meio ambiente
Outro ponto abordado é a mineração, que conta com teto para o Imposto Seletivo, mesmo sendo atividade de alto impacto ambiental e social.
Para o ex-parlamentar, após décadas de espera por uma reforma tributária, o país não pode permitir que exceções enfraqueçam um instrumento criado para proteger a saúde pública e o meio ambiente.
A íntegra do artigo está disponível no portal do Estadão.
Foto: Instagram/reprodução
