PF e Funai destroem dragas e garimpo ilegal em terra indígena na Amazônia
Operação Rio Fresco ocorreu em Ourilândia do Norte e resultou na apreensão de arma, celulares e destruição de equipamentos usados na extração ilegal
Da Redação do BNC Amazonas*
Publicado em: 08/02/2026 às 18:32 | Atualizado em: 08/02/2026 às 18:32
A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), deflagrou na sexta-feira (6) a 4ª fase da operação Rio Fresco, na Amazônia.
Dessa forma, o objetivo é de combater a exploração ilegal de recursos minerais às margens e no leito do Rio Fresco, no município de Ourilândia do Norte, no sudeste do Pará. A ação ocorreu dentro da terra indígena Kayap
Durante a operação, duas dragas foram localizadas em pleno funcionamento no leito do rio, sendo utilizadas para atividades de garimpo ilegal. Os equipamentos foram destruídos no local e os responsáveis pela atividade foram identificados pelas equipes.
Em seguida, os agentes localizaram um garimpo ilegal instalado às margens do Rio Fresco. No local, foram destruídos um acampamento, motores e uma escavadeira hidráulica. Também foram apreendidos aparelhos celulares e uma arma de fogo do tipo pistola, calibre 9 milímetros.
Devido à dificuldade de acesso por terra, as equipes precisaram se deslocar até a área por meio de embarcação, o que reforça o caráter remoto e de difícil fiscalização da região.
As investigações seguem em andamento para identificar os responsáveis pelo financiamento do garimpo ilegal. Os envolvidos podem responder por crimes ambientais e por usurpação de terras públicas.
A operação Rio Fresco faz parte de ações permanentes da Polícia Federal voltadas à repressão de crimes ambientais e à proteção de terras indígenas contra a exploração irregular de recursos naturais.
*Com informações da Agência Gov/Via Polícia Federal.
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Foto: divulgação/Polícia Federal
