Atentado a ex-prefeito de Manicoré chega ao júri após 17 anos
Caso está na pauta de julgamento do TJ-AM desta sexta-feira (6), mas depende do comparecimento do réu.
Publicado em: 06/02/2026 às 09:51 | Atualizado em: 06/02/2026 às 10:23
Dezessete anos após o atentado que marcou a política no interior do Amazonas, o caso envolvendo o então prefeito de Manicoré, Manoel de Oliveira Galdino, conhecido como “Nena”, entrou na pauta de julgamento desta sexta-feira (6).
O processo está previsto para ser analisado pelo Tribunal do Júri do Amazonas, em Manaus, nesta sexta-feira (6), de acordo com o mandado de intimação. No entanto, a sessão só será realizada se houver o comparecimento do réu, e a intimação não informa a data que foi expedida.
Newto Cleudo Pinto Gomes responde ao crime de tentativa de homicídio qualificado, mas está em liberdade até hoje. Além dele, há outro acusado.
À época, o atentado teve ampla repercussão política. Galdino sobreviveu, mas ficou com sequelas permanentes e passou a utilizar cadeira de rodas.
Até o momento, não há confirmação sobre o julgamento.
Nota de advogado
“Quero registrar aqui meu sincero agradecimento aos jornalistas Ronaldo Tiradentes e Neuton Corrêa, do BNC Amazonas e da TV Tiradentes, pelo comentário responsável e humano que fizeram a respeito do processo envolvendo o prefeito Nena.
Após 17 anos do atentado que o deixou paraplégico, este será o primeiro júri popular do caso — um momento histórico e extremamente sensível. A atuação da imprensa, quando exercida com seriedade, cumpre um papel essencial para a democracia, e foi exatamente isso que ambos demonstraram.
Ao trazerem luz ao processo, ampliaram a atenção da sociedade, do Ministério Público e das instituições, fortalecendo a transparência e garantindo que o julgamento ocorra sob os olhos do povo. Esse é o verdadeiro sentido do jornalismo: informar, fiscalizar e contribuir para que a justiça seja feita de forma clara e pública.
Meu reconhecimento e respeito por esse gesto de humanidade, compromisso com a verdade e com o interesse coletivo”.
Patrick Marzano Fonseca
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Foto: divulgação
