Sem resistência da oposição, Senado aprova programa ‘Gás do Povo’

O Senado aprovou a MP do "Gás do Povo", beneficiando mais de 546 mil famílias no Amazonas com botijões gratuitos.

Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília

Publicado em: 03/02/2026 às 20:25 | Atualizado em: 03/02/2026 às 20:25

Diferente da Câmara dos Deputados, onde 29 deputados da oposição votaram contra, o Senado aprovou nesta terça-feira (3 de fevereiro) a medida provisória que cria o programa Gás do Povo. O texto, que garante botijão gratuito de 13 kg para as famílias de baixa renda, segue à sanção presidencial.

Para poder acessar o benefício, as famílias precisam estar inscritas no CadÚnico e receber, por pessoa, renda mensal menor ou igual a meio salário mínimo (R$ 810,50 em 2026).

A retirada deve ser feita em varejistas de gás credenciados pelo programa, com a apresentação do cartão do Bolsa Família, do cartão de Débito da Caixa Econômica Federal ou do CPF do beneficiário e código de validação no celular.

“O Gás do Povo traz respeito para milhões de famílias brasileiras!”, disse o senador Omar Aziz (PSD).

Desse modo, o governo Lula, afirma Omar, tem retomado um caminho de compromisso social, olhando para o básico com “responsabilidade e humanidade”.

“Também faz parte do meu trabalho no Senado continuar apoiando ações que fortalecem direitos e valorizam o povo amazonense”, disse. “Política pública é isso: presença, respeito e compromisso com o futuro”, completa.

O senador Eduardo Braga (MDB) considera que o Senado deu um passo importante para combater a pobreza energética no Brasil com a aprovação da medida.

“Como funciona? As famílias de baixa renda poderão retirar o botijão de 13 kg diretamente nas revendas credenciadas, sem custos! Serão de 4 a 6 botijões por ano, dependendo do tamanho da família”, diz.

Segundo ele, o impacto da medida no Amazonas “é gigante”. “Mais de 546 mil famílias amazonenses podem ser beneficiadas. Isso significa comida no prato e saúde protegida, tirando o povo do perigo da lenha e do carvão”, comemora.

Aprovação

A aprovação do texto foi defendida pela maior parte dos senadores que se manifestaram durante a votação, inclusive os de oposição, e foi comemorada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Para ele, a medida alivia o orçamento das famílias, protege vidas e promove justiça social.

“Cabe, aqui, um agradecimento aos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, por aprovarem, de forma tão rápida, uma medida que reduz desigualdades e fortalece a coesão social. O Congresso Nacional dá um recado claro: o bem-estar das pessoas está no centro das nossas decisões. Que esse benefício chegue rápido à mesa e à vida de quem mais precisa” disse o presidente do Senado.

Foto: Carlos Moura/Agência Senado