Audiências sobre regras eleitorais terão tradução indígena no TSE

Candidaturas indígenas terão acesso proporcional a recursos de campanha e à propaganda gratuita

Ministério dos Povos Indígenas: uma vitrine sem resultados

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 01/02/2026 às 10:40 | Atualizado em: 01/02/2026 às 10:40

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai adotar, de forma inédita, tradução simultânea e intérpretes de línguas indígenas nas audiências públicas que debatem as regras das eleições de 2026.

As sessões ocorrem entre 3 e 5 de fevereiro e serão transmitidas ao vivo pelo YouTube do tribunal.

A iniciativa, proposta pelo ministro Nunes Marques, contempla as línguas Tikuna, Kaingang e Yaathe (Fulni-ô), além de intérpretes em Línguas Indígenas de Sinais (Tilis). O critério de escolha levou em conta número de falantes e alcance territorial, em um país com 295 línguas indígenas vivas.

Além da acessibilidade linguística, o TSE confirmou que candidaturas indígenas terão distribuição proporcional de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), além de tempo gratuito de rádio e televisão.

“A democracia incorpora demandas por igualdade, respeito a direitos, participação política e justiça social”, afirmou o ministro.

A ação está alinhada à Década Internacional das Línguas Indígenas (2022–2032), da ONU, e busca ampliar a participação das 391 etnias no processo democrático.

Saiba mais em Revista Cenarium.

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil