Doença da urina preta volta a atacar no Amazonas com casos em Itacoatiara

Após surto registrado em 2021 e 2022, novos casos reacendem alerta sobre consumo de pescado no interior

Após dois anos, fartura de peixes reaparece nas feiras do Amazonas

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 31/01/2026 às 16:15 | Atualizado em: 31/01/2026 às 16:15

Três casos da doença de Haff, conhecida como “doença da urina preta”, foram confirmados em Itacoatiara, no interior do Amazonas. Os registros ocorreram ao longo de 2025 e foram oficializados nesta semana pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-RCP).

A doença é uma condição rara que provoca rabdomiólise, caracterizada pela destruição súbita dos músculos.

O quadro costuma surgir após o consumo de peixes ou crustáceos de água doce contaminados por toxinas ainda não totalmente identificadas. Os principais sintomas são dor muscular intensa, rigidez, fraqueza e urina escura.

Em 2021 e 2022, o Amazonas enfrentou um surto da doença, o que mantém a condição sob monitoramento permanente das autoridades de saúde.

Em 2025, o Amazonas notificou nove casos suspeitos da doença, mas apenas três foram confirmados, todos em Itacoatiara. Dois pacientes são da mesma família. Os episódios foram registrados nos meses de junho e dezembro, na zona urbana do município.

Os pacientes relataram início dos sintomas cerca de nove horas após o consumo de pescado, principalmente da espécie pacu, preparado frito ou assado. Exames laboratoriais indicaram níveis médios de CPK de 6.400 U/L, acima do valor normal, que é de até 200 U/L.

A coordenadora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Amazonas (Cievs-AM), Roberta Danielli, afirmou que “todos os casos passaram por investigação detalhada em conjunto com as vigilâncias municipais”.

Segundo ela, a análise busca monitorar a segurança do consumo de peixes na região e prevenir novos casos.

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Foto: BNC Amazonas