Diretor do Incra pede apuração sobre projeto de carbono em Apuí (AM)

O negócio envolveria R$ 45,5 milhões e a família Vorcaro, do grupo Master.

Diretor do Incra pede apuração sobre projeto de carbono em Apuí (AM)

Neuton Corrêa, da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 21/01/2026 às 09:01 | Atualizado em: 21/01/2026 às 09:01

O diretor de Governança da Terra do Incra em Brasília, o ex-senador pelo Amazonas João Pedro Gonçalves, disse hoje ao BNC que vai pedir uma rigorosa apuração sobre supostas irregularidades no uso de terras da União, em Apuí, sul do estado, para projetos de crédito de carbono.

O negócio envolveria R$ 45,5 milhões e a família Vorcaro, do grupo Master.

Reportagem de ontem do jornal Folha de S.Paulo, versão online, diz que João Pedro atuou para favorecer o negócio. Mas ele reagiu defendendo uma rigorosa apuração dos fatos.

“Eu defendo primeira uma apuração, apuração rigorosa. O Incra, principalmente, não tem. E comigo não tem essa coisa de jeitinho”, rebateu.

João Pedro também explicou que foi pessoalmente ao Sul do Amazonas e que ouviu o interesse da comunidade local. Ele ressaltou que tratou do assunto de forma muito profissional.

Eu fui pessoalmente lá com a equipe técnica do Incra, de Brasília. Estive lá, conversei com a comunidade. Vocês sabem disso? Vocês querem isso? Eu dialoguei de forma aberta, pública, Tratei isso de forma muito profissional. A comunidade, claro, que quer, porque tem contrapartida. Legal, eu voltei para o Incra”.

O diretor do instituto diz ainda que não tem qualquer ligação com os Vorcaros.

Ele também nega que tenha tentado apressar a liberação do projeto para apresentá-lo na COP-30, em Belém.

“Não concluímos o debate. Falta de documentos. Eu não participei de debate nenhum. Não fui a esse debate, que está na matéria, não fui porque o trabalho não foi concluído”, observou.

João Pedro disse estar tranquilo e que vai tratar do assunto tão logo retorne aos trabalhos, na segunda-feira. Por esses dias, ele está de férias.

“É evidente que o Banco Master é a pauta do Brasil, mas tem que punir quem cometeu ilícito, crime. E eu estou com a consciência tranquila, com o espírito público tranquilo”.

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