Empresas culpam distribuição para vender gás mais caro do país no Norte

Distribuidoras alegam custo maior com logística, mas dados da ANP revelam ganho maior na venda do gás

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Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 19/01/2026 às 09:29 | Atualizado em: 19/01/2026 às 09:29

As distribuidoras Fogás e Amazongás, que dominam o mercado de GLP na Região Norte, vendem o gás de cozinha mais caro do país, com o botijão de 13 quilos chegando a R$ 140,04 em Roraima e a R$ 125,19 no Amazonas, acima da média nacional de R$ 110,38.

De acordo com as empresas, o encarecimento está diretamente ligado à logística após a privatização da Refinaria de Manaus, em 2022. Desde então, o abastecimento passou a depender da infraestrutura do Terminal de Uso Privado (TUP) Reman.

Em manifestação enviada ao Cade, a Fogás afirmou que não há alternativa operacional viável.

“Ainda que a unidade da Fogás em Manaus adquirisse GLP do Polo Urucu diretamente, o produto precisaria passar, necessariamente, pela infraestrutura do TUP Reman”, declarou.

Na mesma linha, o Sindigás sustentou que a venda da refinaria “afetou fortemente o mercado de distribuição de GLP em Roraima e no Amazonas”, o que teria provocado um aumento de cerca de 35% nos custos das distribuidoras.

Por outro lado, dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) indicam um movimento distinto. A margem bruta de distribuição no Amazonas subiu de 35,4% em 2022 para 58,5% em 2025, enquanto, no mesmo período, a participação dos produtores caiu de 42,3% para 26,2%.

Atualmente, a margem de distribuição e revenda no estado atinge 58,8%, superando a média nacional de 51,2%. Ainda assim, o preço final do gás no Amazonas permanece mais de 22,7% acima da referência internacional.

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Foto: Divulgação / ebc